Jovens muçulmanos britânicos são mais politizados que os pais, diz estudo

da BBC, em Londres

Um grande número de jovens muçulmanos na Grã-Bretanha se diz mais inclinado a adotar versões politizadas do islamismo do que os seus pais, indica uma pesquisa publicada nesta segunda-feira.

O centro de estudos que realizou a pesquisa, Policy Exchange, ouviu mais de mil muçulmanos de várias idades.

Cerca de 37% dos respondentes entre 16 e 24 anos disseram que prefeririam ser governados por leis islâmicas (sharia) ao invés das leis britânicas. Entre os participantes acima de 55 anos, apenas 17% escolheram esta opção.

Além disso, somente 3% desse grupo disseram admirar organizações que estariam dispostas a combater o ocidente, como a Al-Qaeda. Entre os mais jovens, a proporção subiu para 13%.

Diferenças

A grande maioria (74%) dos participantes que tinham entre 16 e 24 anos de idade disse que gostaria que as mulheres muçulmanas fossem obrigadas a usar véus. Entre os respondentes mais velhos, a proporção foi de 28%.

De acordo com o Policy Exchange, 62% dos respondentes mais jovens, contra 71% dos mais velhos, disseram se identificar tanto quanto, ou mais, com não-muçulmanos que vivem na Grã-Bretanha do que com muçulmanos de outros países.

O responsável pelo estudo, Munira Mirza, disse que o governo britânico deveria parar de enfatizar as diferenças entre muçulmanos e não-muçulmanos.

"Religião entre jovens muçulmanos não significa seguir a tradição dos seus pais, o interesse é mais politizado", disse ele.

"Grupos islâmicos ganharam influência ao exigir o 'direito de ser diferente' para os muçulmanos."

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