Disputa entre CSN e Tata é 'melhor que Big Brother', diz jornal

da BBC, em Londres

A queda-de-braço entre a siderúrgica brasileira CSN e a indiana Tata Steel pela compra da anglo-holandesa Corus será "mais excitante que um Big Brother", na opinião do diário econômico indiano The Economic Times.

A "batalha" começará em Londres às 14h30 (horário de Brasília).

Um observador do mercado financeiro britânico disse ao jornal que a briga será "uma novidade": "Nada parecido acontece na Grã-Bretanha há 20 ou 30 anos", ele expressou.

O jornal diz que os brasileiros foram orientados a bater todas as ofertas da Tata Steel em lances "velozes e furiosos".

Já a estratégia da comitiva indiana, nas palavras do Economic Times, é "manter um silêncio digno e determinado". Fontes do mercado ouvidas pelo diário especulam que a Tata poderia anunciar uma "oferta matadora" na última hora.

Redescobrindo raízes

Uma coleção de seis CDs com gravações originais de elementos musicais brasileiros colhidos por ordem do escritor Mário de Andrade ganhou destaque no jornal International Herald Tribune, do grupo New York Times.

Em matéria de meia página, o repórter Larry Rother diz que a coleção faz a música brasileira "reviver suas raízes".

"O registro do que Mário de Andrade batizou de 'prodigioso tesouro destinado a desaparecer' finalmente está disponível, na forma de um box com seis CDs que documentam as raízes de praticamente todos os estilos importantes da música popular brasileira, do samba ao mangue beat", escreve o repórter.

Nos anos 1930, quando era secretário de Cultura de São Paulo, Mário de Andrade enviou missões ao Norte e Nordeste do Brasil para colher elementos formadores da música popular brasileira.

As pesquisas uniam música e etnologia, em experimento semelhante aos que, na mesma época, registraram as primeiras gravações dos blues de Muddy Waters nos Estados Unidos.

A matéria nota inclusive semelhanças entre este estilo e os improvisos de repentistas nordestinos, apontadas pelo falecido guitarrista americano John Fahley, que incorporou em sua música muito da influência brasileira.

Mercosul

O diário argentino Clarín diz que o programa de crescimento econômico anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma "boa notícia" para o Mercosul.

"Se o programa tiver os efeitos buscados, será positivo para o Mercosul, porque provocará um aumento dos intercâmbios comerciais. A maior demanda brasileira permitirá uma redução do déficit argentino com o Brasil, eliminado os motivos de fricção entre os dois sócios", relata um editorial do jornal argentino.

Mas nem tudo são flores para o bloco econômico, assinala o Clarín. A "má notícia", segundo o texto, é a assinatura do acordo econômico entre o Uruguai e os Estados Unidos, que poderia se converter no primeiro passo para um acordo de livre comércio. Essa possibilidade obrigaria Montevidéu a abandonar o bloco sul-americano.

"Um eventual distanciamento do Uruguai do Mercosul não constituiria um problema econômico, mas debilitaria politicamente a associação, seus projetos e sua capacidade negociadora na cena internacional."

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