Cientistas querem criar 'abelha mecânica'

da BBC, em Londres

Pesquisadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, desvendaram o mistério do vôo das abelhas, na tentativa de desenvolver uma aeronave menor que a mão humana.

A "abelha mecânica", acreditam os cientistas, teria câmeras e sensores embutidos e poderia fazer vôos em situações arriscadas, como dentro de um prédio em chamas.

Outra possibilidade seria utilizar o artefato em vôos militares de reconhecimento.

O projeto, que conta com recursos comerciais e militares, vai utilizar as descobertas feitas durante a observação do vôo de abelhas reais.

Impulso

Os pesquisadores notaram que as asas dos insetos têm um formato flexível, que lhes permite aumentar o impulso e voar com eficiência.

Com asas rígidas na frente e asas flexíveis atrás, a abelha consegue produzir redemoinhos – os chamados vórtices – que a suspendem no ar, ajudando-a a se mover.

"Grandes aeronaves como as que nós voamos não têm que produzir vórtices para propulsão, então elas podem ter asas fixas e motores", comparou o coordenador da pesquisa, Ismet Gursul, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Bath.

"Aeronaves menores terão que tomar emprestada uma página do livro da natureza para funcionar com eficiência."

A co-autora do estudo, Sam Heathcore, afirmou que a "abelha mecânica" poderia ser usada em situações de emergência.

"Em um incêndio, uma aeronave em miniatura poderia voar através de uma janela quebrada, talvez subir uma escada e ver se é seguro entrar em um prédio em chamas ou em uma fábrica onde houve uma explosão", ela disse.

Segundo os cientistas, uma aeronave de poucos centímetros já foi construída nos Estados Unidos, mas só permaneceu no ar por alguns minutos.

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