'Ultra-sonografia para recordação' deve ser evitada, diz revista

da BBC, em Londres

Um artigo na revista médica britânica British Medical Journal pediu cautela a pais e mães que receberem ofertas de companhias particulares para comprarem exames de ultra-sonografia como lembrança.

Segundo o artigo, médicos temem o aumento do número de empresas que oferecem exames em forma de CD e DVD.

Não existem provas de que ultra-sonografias já tenham causado algum problema, mas se teme que a energia gerada pelos aparelhos usados no exame possa aumentar a temperatura do tecido do bebê.

Em função disso, especialistas médicos - incluindo a Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula o uso de medicamentos e alimentos - afirmam que o exame deve ser usado apenas se existir algum benefício médico e que a "exposição casual" deve ser evitada.

"Nossa visão é de que a ultra-sonografia deve ser feita apenas por pessoas qualificadas, que estão em uma posição que garanta a segurança", disse Kevin Martin, presidente da Sociedade Britânica de Ultra-Sonografia.

"A ultra-sonografia não deve ser usada apenas para produzir lembranças em vídeo no primeiro trimestre (da gravidez), pois as células do bebê ainda estão num estágio de diferenciação."

Serviço público

Na rede pública de saúde britânica o exame é feito gratuitamente por especialistas registrados e regulamentados. Mas não existe uma regulamentação para as clínicas comerciais britânicas que oferecem estas "lembranças".

Ultra-sonografias tradicionais - as mais comuns na rede pública - são bidimensionais e os pais levam para casa imagens sem muita definição, em preto e branco.

Mas as companhias comerciais britânicas estão oferecendo as novas imagens, em 3D, e até mesmo pequenos filmes, com os movimentos da criança.

Em seu artigo, o médico Geoff Watts afirma que os futuros pais que querem levar para casa um CD ou DVD com este exame pagam entre 150 e 250 libras(entre R$ 624 e R$ 1040).

Efeitos

As companhias britânicas que oferecem estes serviços fazem propaganda em revistas especializadas em gravidez ou páginas na internet. E afirmam que não há evidências de que a ultra-sonografia possa fazer mal para a mãe ou o bebê.

E também existe a preocupação de como seria o procedimento caso este "exame comercial" encontrasse anormalidades no bebê.

"Apesar de não existirem provas de que estes efeitos físicos possam prejudicar o feto, especialistas em saúde pública, em trabalho clínico e a indústria concordam que a exposição casual à ultra-sonografia, especialmente durante a gravidez, deve ser evitada", declarou a FDA.

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