DEA nega que 90% da cocaína nos EUA passe por Farc

da BBC, em Londres

O porta-voz do departamento de combate às drogas dos Estados Unidos (DEA, em inglês) negou que 90% da cocaína que entra em território americano passe pelas mãos do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A informação havia sido divulgada na revista Semana. Em entrevista à publicação colombiana, o chefe de operações da DEA, Michael Braun, descreveu os militantes das Farc como "metade terroristas, metade traficantes, a face do crime global do século 21".

"Nove de cada dez gramas de cocaína que entram nos Estados Unidos passam pelas mãos das Farc em algum momento", disse Braun.

Mas o porta-voz da DEA, Garrison Courtney, afirmou que Braun se referia ao fato de 90% da cocaína que entra nos Estados Unidos ser proveniente da Colômbia, não das Farc, embora "uma grande parte" da droga passe pelas mãos dos guerrilheiros.

Courtney não quis especificar que proporção da droga está nas mãos das Farc.

Em março de 2006, a diretora da DEA, Karen Tandy, disse que as Farc eram responsáveis por 60% da cocaína que entra em seu país.

Aliados

A Colômbia é considerada o grande aliado dos Estados Unidos em uma zona onde governos qualificados como "antiamericanos" proliferam nos últimos anos.

Recentemente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu ao Congresso americano que prolongue o financiamento do chamado Plano Colômbia no orçamento 2007/2008.

A Colômbia foi o único país que se beneficiou do aumento da ajuda à região no orçamento que começa em outubro de 2007. Por outro lado, os recursos destinados à Iniciativa Andina Contra as Drogas foram reduzidos em 41%.

O Plano Colômbia foi implementado em 2000 - uma iniciativa dos então presidentes da Colômbia, Andrés Pastrana, e dos Estados Unidos, Bill Clinton.

Os Estados Unidos já investiram US$ 3 bilhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) no Plano Colômbia, que repassa verba para o governo de Bogotá combater o narcotráfico.

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