Lula prepara revolução na educação, diz 'El País'

da BBC, em Londres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma revolução na educação brasileira para tentar reverter o quadro negativo na área, o que não conseguiu durante seu primeiro mandato, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário espanhol El País.

“A primeira promessa de Lula quando assumiu a Presidência em 2002 foi melhorar a qualidade da educação, objetivo em que fracassou, segundo os dados do Ministério da Educação”, diz a reportagem.

Para o jornal, “Lula é um político pragmático, sem muita carga ideológica, mas com um grande senso comum”.

“Entendeu que, se pretende se candidatar em 2010 a um terceiro mandato, para o qual teria que mudar a Constituição, terá que vencer a batalha da educação, peça fundamental para acabar com as grandes diferenças sociais do país”, avalia a reportagem.

Para o jornal, os problemas incluem o analfabetismo ainda relativamente alto, crianças que terminam a escola primária praticamente sem saber ler e sem entender o que lêem, ensino médio não obrigatório, professores que ganham menos que um peão de obra e escolas onde os computadores ainda não chegaram.

“Mudar esse panorama é o objetivo da revolução proposta por Lula: uma base salarial digna para todos os professores do país (cerca de 2 milhões), recursos para a formação do professorado, melhoras nas estruturas das escolas, a obrigatoriedade do ensino médio e a existência de um computador por aluno em todas as escolas públicas”, relata a reportagem.

Brasil X Argentina

O modelo brasileiro de baixa inflação com crescimento econômico relativamente baixo não é a única alternativa à Argentina, que vive um período de alto crescimento econômico, mas acompanhado de uma inflação também em alta, na avaliação de um artigo de opinião publicado pelo diário econômico argentino El Cronista Comercial.

“Aqueles que mostram uma atitude despreocupada em relação à taxa de inflação usam como exemplo preferido o Brasil, país que aplica desde 1999 um esquema ortodoxo de metas de inflação, análogo ao que a Argentina se preparava a colocar em prática na gestão anterior do Banco Central e que logo descartou sem que se explicassem muito bem suas razões”, diz o artigo, redigido pelo presidente do Conselho Editorial do jornal.

Para ele, “o principal erro a que se leva a concentração na comparação entre Brasil e Argentina é deixar de lado outros casos latino-americanos de políticas de metas de inflação, como o do Chile ou o do Peru nos últimos anos, que mostram que o baixo crescimento não é intrínseco às políticas de metas de inflação”.

Dívida em mercados emergentes

Investidores globais estão interessados cada vez mais em títulos de dívida de companhias de mercados emergentes com garantias como carne brasileira, empréstimos bancários mongóis ou hipotecas mexicanas, segundo relata reportagem publicada nesta terça-feira pelo The Wall Street Journal.

“Isso está ocorrendo conforme um crescente número de empresas em mercados emergentes está emitindo dívida internacionalmente pela primeira vez”, diz a reportagem.

“Esses títulos – apesar de suas origens exóticas e arriscadas – têm apelo para investidores estrangeiros porque eles normalmente pagam taxas mais altas do que os títulos semelhantes vendidos por companhias de economias desenvolvidas”, diz a reportagem, citando como exemplo um título de dez anos da brasileira CVRD, que paga uma taxa de 6,2% ao ano, em comparação aos 5,6% pagos por um título equivalente da mineradora australiana BHP Billiton.

Segundo o jornal, o crescimento no mercado de títulos corporativos é parte de uma mudança nos mercados de capitais dos países em desenvolvimento, com uma redução na emissão de títulos pelos governos graças a contas públicas mais equilibradas, o que leva os investidores a procurar os títulos das empresas como opção de investimento.

A reportagem relata que o volume de títulos corporativos de países em desenvolvimento vendidos no ano passado chegou a US$ 110 bilhões, um aumento de 20% sobre o ano anterior e mais do que o dobro dos títulos em moeda estrangeira emitidos pelos governos desses países.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos