Brasil avançou no combate ao tráfico humano, dizem EUA

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, listou o Brasil como um dos países que fizeram avanços no combate ao tráfico de seres humanos.
O comentário de Rice foi feito durante a divulgação do relatório anual sobre o tráfico de pessoas divulgado pelo Departamento de Estado nesta terça-feira.

O Brasil é um dos países que subiu no ranking do Departamento de Estado, em relação ao estudo divulgado no ano passado, passando da classificação ''Categoria 2 - Quarentena'' para ''Categoria 2''.
Mark Logan, o representante da divisão de combate ao tráfico humano do Departamento de Estado, afirmou que ''o governo do Brasil renovou o seu compromisso em combater o trabalho escravo na Amazônia''.

O relatório traz casos de diferentes vítimas de tráfico humano e de trabalho escravo, entre eles o de um brasileiro que conta ter sido ludibriado a trabalhar para um empregador na Amazônia que ''em vez de pagá-lo, obrigou-o a contrair uma dívida cada vez maior para pagar comida e acomodação''.

A despeito dos elogios, o relatório afirma ''que o governo brasileiro não acata por completo os padrões mínimos necessários para a eliminação do tráfico, mas tem feito progressos no sentido de fazê-lo''.
O documento diz que ''no ano passado o governo aumentou seus esforços para punir pessoas que fazem tráfico de sexo internamente e para o exterior e tomou uma série de medidas para combater o trabalho escravo, mas processos por trabalho forçado continuam escassos''.

O estudo afirma que no Brasil ''mulheres e crianças são traficadas internamente para o propósito de exploração sexual e homens são traficados internamente para servir de mão de obra escrava''.
O documento cita que, de acordo com estimativas de organizações não-governamentais, há 500 mil crianças que estão sendo prostituídas no Brasil. ''O turismo sexual infantil é um problema particularmente sério em cidades litorâneas do Nordeste'', diz o documento.

O estudo acrescenta ainda que mulheres e crianças brasileiras também estão sendo traficadas para América do Sul, Caribe, Europa Ocidental, Japão, Estados Unidos e o Oriente Médio.

Outros países que também subiram um degrau e agora se encontram na mesma categoria que o Brasil são Bolívia, Peru, Jamaica, Taiwan e Indonésia.

Argentina e México foram listados na ''Categoria 2 - Quarentena''. De acordo com o documento, ''mulheres estrangeiras, principalmente vindas do Paraguai e do Brasil são traficadas para a Argentina e para a Europa Ocidental para a prática de comércio sexual''.

Segundo o relatório, o governo argentino ''fez progressos modestos, mas desiguais em seus esforços para combater o tráfico no período que cobre o relatório''.

Os únicos países latino-americanos listados na ''Categoria 3'' - a classificação de países que supostamente enfrentam as condições mais graves de tráfico humano - foram Cuba e Venezuela.

Segundo o documento, Cuba é um ''grande centro destino do turismo sexual que atrai milhares de turistas europeus, canadenses e latino-americanos''. O país, afirma o relatório, também conta com casos de crianças e adultos submetidos a trabalhos forçados no setor agrícola.

De acordo com o estudo, mulheres e crianças brasileiras também têm sido traficadas para a Venezuela, a fim de ser exploradas sexualmente ou de servir como mão-de-obra escrava. O relatório acrescenta que ''os esforços do governo venezuelano para auxiliar vítimas de tráfico no período do estudo foram inadequados''.

Os dados contidos no documento foram obtidos entre abril do ano passado e março deste ano.

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