Cirque du Soleil estréia show inspirado em ciganos; veja

A tradição circense e a cultura nômade dos ciganos são os temas do novo espetáculo do Cirque du Soleil, Varekai, que estreou na quinta-feira em Antuérpia, na Bélgica, sua turnê européia com presença brasileira no picadeiro.

O nome do espetáculo significa "onde quer que seja" no idioma romeno utilizado pelos ciganos. Com esse show, o Cirque du Soleil quer celebrar "a infinita paixão daqueles cuja busca os leva ao caminho de Varekai".

Varekai chega à Europa depois de passar um ano em cartaz na Austrália. O show estreou no Canadá em abril de 2002 e, desde então, foi visto apenas em três países - além de Canadá e Austrália, também nos Estados Unidos.

A cultura cigana permeia todos os atos e ganha destaque em uma sessão de dança georgiana, com movimentos fortes e velozes que lembram a luta desse povo para resistir contra inúmeros invasores que tentaram dominá-lo no decorrer dos séculos.

Para completar o ambiente cigano, a compositora Violaine Corradi criou um repertório de canções que combinam melodias de rituais havaianos, músicas de trovadores franceses do século 11 e canções tradicionais armênias com arranjos contemporâneos em flauta e arcodeão tocados ao vivo. Entre os 56 artistas de 18 nacionalidades que participam do show estão os brasileiros Rodrigo Robleno, que interpreta o palhaço, Natalia Presser e Michele Ramos, trapezistas paulistas que levam dois anos viajando com a trupe.

"É que o Cirque du Soleil adora brasileiros. Os brasileiros tendem a ser mais ousados. Quando perguntam 'será que vai dar para fazer isso?' nós, brasileiros, sempre respondemos 'claro, vai dar sim'. Os russos já são mais quadrados, têm mais medo de arriscar", conta Michele.

Do grupo de 20 artistas que fazia circo mambembe em 1984, o Cirque du Soleil evoluiu para uma organização artística internacional colecionadora de números que impressionam.

Atualmente, emprega mais de 3 mil pessoas de 40 países, entre os quais 900 são artistas. Chega a apresentar simultaneamente 13 shows em diferentes lugares do mundo e cada espetáculo implica em uma verdadeira comunidade itinerante, com fontes próprias de energia, escritórios administrativos, cozinha e escola.

Apenas com Varekai, viajam 180 pessoas e mil toneladas de equipamentos em 52 caminhões.

O show ainda não tem previsão de ir ao Brasil. Atualmente, o Cirque du Soleil está no país com o espetáculo Alegria, em cartaz até junho de 2008.

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