Furacão Ike passa por Havana; Cuba avalia estragos

As autoridades cubanas estão começando a avaliar o prejuízo provocado pelo furacão Ike, que castigou boa parte do país e agora está no Golfo do México, a caminho da costa dos Estados Unidos. Aparentemente, a capital cubana, Havana, foi poupada dos danos provocados em outras partes do país pelo Ike.

O furacão, com ventos constantes de 130 km/h, passou perto de Havana nesta terça-feira, e havia a expectativa de que muitos prédios antigos da cidade não agüentassem o impacto da tempestade.

Segundo o correspondente da BBC na capital cubana, Michael Voss, a cidade continua sofrendo com a chuva e os ventos intensos e boa parte do país está sem luz.

A ONU já estima que o prejuízo na ilha tenha sido de entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

Em algumas regiões de Cuba, dezenas de milhares de construções foram danificadas e a agricultura também sofreu prejuízos. O correspondente da BBC disse que Ike arrancou telhados e torres de transmissão de energia, além de provocar inundações.

O governo determinou que mais de 10% da população fosse buscar proteção em abrigos.

Estados Unidos O boletim da 0h (hora de Brasília) do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos diz que o olho do Ike estava a cerca de 195 km a oeste de Havana, no Golfo do México.

O furacão é de categoria um na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco e mede a intensidade desse tipo de fenômeno. Entretanto, de acordo com os meteorologistas, a passagem pelo Golfo do México deve fortalecer a tempestade - que pode chegar no sábado de manhã à costa nordeste do México ou ao litoral dos Estados americanos do Texas e da Louisiana.

A passagem do Ike por Cuba deixou pelo menos quatro mortos, dois deles eletrocutados. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha. O governo cubano é conhecido por seus planos eficientes de evacuação em massa e desde que a aproximação do Ike foi anunciada, as autoridades colocaram toda a população em alerta máximo e retirou centenas de milhares de pessoas de suas casas.

Haiti Este foi o segundo furacão a atingir Cuba em duas semanas. O anterior, Gustav, causou prejuízos no oeste da ilha, provocando estragos em quase cem mil casas.

Segundo o chefe do serviço meteorológico cubano, Jose Rubiera, o país jamais havia sido atingido por dois furacões em espaço tão curto de tempo. Antes de Cuba, o Ike já causou muitos danos no Haiti, nas ilhas Turks e Caicos e nas Bahamas em seu caminho pelo Caribe. As autoridades em Turks e Caicos estimam que 80% dos prédios foram danificados.

No Haiti, onde a destruição foi descrita como catastrófica, a tempestade provocou pelo menos 61 mortes.

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