Encontro de emergência discute ação de piratas

A ocorrência de uma série de ataques de piratas na costa da Somália nos últimos dias levou à realização de um encontro de emergência entre países banhados pelo Mar Vermelho para decidir como lidar com o problema.

Representantes do Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen estão reunidos no Cairo.

O encontro acontece em meio a relatos de que os piratas que capturaram o petroleiro saudita Sirius Star no sábado estariam exigindo um resgate de US$ 25 milhões.

No entanto, um porta-voz da empresa dona do petroleiro colocou dúvidas sobre a exigência, relatada pela agência de notícias AFP.

Na quarta-feira, o ministro do Exterior saudita disse que os donos do petroleiro estavam negociando com os piratas. Opções Segundo a agência de notícias oficial do Egito, Mena, um porta-voz do Ministério do Exterior egípcio, Hossam Zaki, disse que "todas as opções estão abertas" para tentar resolver a crise provocada pela ação de piratas na região. De acordo com a correspondente da BBC no Cairo Yolande Knell, as opções podem incluir um novo centro de monitoramento, manobras conjuntas pelas Marinhas árabes e um sistema de aviso para navios navegando o Mar Vermelho. O Egito, que conta com a renda obtida com a passagem de navios pelo Canal de Suez, está preocupado que o aumento de casos de pirataria leve às empresas a optar por rotas mais seguras.

As empresas de navegação já estariam avaliando os riscos de usar as rotas mais curtas partindo e seguindo para a Europa via Golfo de Áden e Canal de Suez.

No entanto, a opção de contornar o Cabo da Boa Esperança, no sul do continente africano, adicionaria várias semanas de viagem ao trajeto e acabaria aumentando o preço das mercadorias transportadas. Já o Iêmen levantou preocupações de que o uso pesado de forças multinacionais para combater a pirataria do Golfo de Áden pode representar uma ameaça à segurança árabe.

'Sofisticado' O Sirius Star, o maior petroleiro já capturado, leva uma carga de 2 milhões de barris de petróleo - um quarto da produção diária da Arábia Saudita - avaliada em mais de US$ 100 milhões.

O navio está ancorado na costa da Somália com cerca de 25 tripulantes mantidos como reféns pelos piratas.

Entre os 25 tripulantes estão 19 filipinos, dois britânicos, dois poloneses, um croata e um saudita. O editor do Serviço Somali da BBC, Yusuf Garaad, diz que o grupo que capturou o petroleiro saudita é sofisticado, com contatos em Dubai e países vizinhos.

Segundo Garaad, grande parte dos resgates exigidos pelo grupo em outros seqüestros tem sido usada para comprar novos barcos e armas e também para desenvolver uma rede de atuação na região conhecida como Chifre da África.

Na terça-feira, um cargueiro e um barco de pesca se juntaram a mais de 90 embarcações atacadas por piratas desde janeiro.

A Marinha da Índia disse ter afundado, na terça-feira, um navio pirata no norte da costa da Somália, quando realizava um patrulhamento das águas do Golfo de Áden como parte de um esforço internacional para impedir ataques de piratas contra navios mercantes.

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