Hillary deverá aceitar ser secretária de Estado de Obama

A senadora democrata Hillary Clinton deverá aceitar o cargo de secretária de Estado na administração do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que toma posse no próximo dia 20 de janeiro, segundo diferentes relatos da imprensa americana.

A provável confirmação da ex-rival de Obama na disputa das primárias democratas deverá pôr fim a dias de especulações sobre as negociações que vinham sendo conduzidas entre representantes de Hillary, de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e assessores de Obama. Um dos principais assessores da senadora, Phillipe Reines, no entanto, desmentiu que ela já tivesse aceito a indicação. ''Ainda estamos em discussões, que estão no caminho certo'', afirmou, em entrevista à agência AFP.

A imprensa americana vinha noticiando que a equipe de transição do presidente eleito estava investigando doações feitas à fundação comandada por Bill Clinton por representantes internacionais e que poderiam potencialmente entrar em conflito com as atividades da secretária de Estado, responsável pela política externa do país.

Concessão Em uma concessão para que sua mulher obtivesse o cargo, Bill Clinton chegou a aceitar revelar o nome de doadores de sua fundação, algo que ele havia se recusado a fazer durante a disputa presidencial democrata.

Hillary e Obama travaram a mais competitiva primária democrata dos últimos anos. Durante comícios dos dois democratas, muitos correligionários da senadora e do então senador chegavam a vaiar quando o nome do rival era mencionado. Após ter sido derrotada pelo rival, Hillary anunciou publicamente seu apoio a Obama e tanto ela como o marido fizeram campanha pelo então candidato presidencial democrata. Ironia A provável indicação de Hillary traz certa ironia, visto que política externa foi um dos principais temas nos quais Hillary e Obama divergiram. O presidente eleito havia criticado a senadora por ela ter inicialmente dado apoio à guerra do Iraque, à qual ele sempre se opôs. Ao passo que ela acusou Obama de ser ingênuo por defender negociações sem pré-condições com líderes como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad ou o cubano Raúl Castro. Hillary deverá suceder Condoleezza Rice, que assumiu o posto no segundo mandato do presidente George W. Bush. Caso sua indicação seja confirmada, ela terá superado alguns outros pesos pesados do Partido Democrata que eram cotados para o cargo, como o senador e ex-candidato presidencial democrata John Kerry e o governador do Novo México e um dos democratas que participou da disputa das primárias, Bill Richardson.

Richardson, que já foi embaixador dos Estados Unidos na ONU, deverá, de acordo com relatos da mídia americana, ser indicado para o posto de secretário de Comércio. Tesouro A imprensa americana informou ainda que Obama deve anunciar o nome de Timothy Geithner, de 47 anos, presidente do Banco Central do Estado de Nova York, para o cargo de secretário do Tesouro.

A notícia, mesmo antes de ser confirmada, teve reflexos positivos no mercado americano, que fechou em alta nesta sexta-feira. O Dow Jones fechou com alta de 6,5%, e o Nasdaq subiu 5,1%, na expectativa de que o presidente eleito anuncie sua equipe econômica na semana que vem.

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