Democratas estudam plano de resgate à economia

Líderes democratas no Congresso americano estudam a possibilidade de apoiar um amplo pacote de estímulo econômico para tentar afastar o país da recessão.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse que economistas sugerem a necessidade de um pacote de "centenas de bilhões" de dólares.

Em entrevista à rede de TV americana CBS neste domingo, Pelosi disse que qualquer pacote de estímulo deve ter o objetivo de criar empregos imediatamente e poderia incluir cortes de impostos.

"Algo de centenas de bilhões (de dólares) teria de ser um investimento no futuro, além de criar empregos imediatamente e cortar impostos", disse.

Outro líder democrata, o senador de Nova York Charles Schumer, disse à rede ABC News que um pacote de entre US$ 500 bilhões (R$ 1,23 trilhão) e US$ 700 bilhões (R$ 1,72 trilhão) era necessário para superar a atual crise na economia.

No mês passado, o Congresso americano aprovou um pacote de resgate de US$ 700 bilhões.

Obama Durante sua campanha, o presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, prometeu aprovar um pacote de ajuda no valor de US$ 175 bilhões (cerca de R$ 430 bilhões).

No entanto, em entrevista à ABC, o principal estrategista da campanha de Obama, David Axelrod, admitiu que um eventual pacote de estímulo à economia seria maior do que o previsto durante a campanha.

"Acho que teremos de fazer uma combinação de coisas para colocar a economia em andamento novamente", disse Axelrod, que deverá ser um dos principais conselheiros do governo de Obama.

Axelrod descartou um "cheque em branco" para salvar a indústria automobilística americana, setor que pediu ajuda ao Congresso americano na semana passada, sem sucesso.

Segundo Axelrod, as montadoras terão de retornar ao Congresso em dezembro com um plano concreto.

Equipe econômica Nesta segunda-feira, Obama deverá anunciar os nomes de sua equipe econômica, que terá a missão de revitalizar a economia americana. No sábado, o presidente eleito disse que quer que sua equipe econômica encontre uma maneira de criar 2,5 milhões de novos empregos durante os dois primeiros anos do seu governo. O presidente do Banco Central do Estado de Nova York, Timothy Geithner, deverá ser o novo secretário do Tesouro americano, cargo atualmente ocupado por Henry Paulson.

Geithner, de 47 anos, trabalhou com o ex-presidente Bill Clinton durante a crise dos mercados asiáticos, no final dos anos 90. Ele deverá trabalhar ao lado do economista Lawrence Summers, que foi secretário do Tesouro no governo de Bill Clinton e é cotado para assumir a presidência do Conselho Econômico Nacional. A especulação sobre a indicação de Geithner animou os mercados financeiros na sexta-feira. O Dow Jones fechou com alta de 6,5%, e o Nasdaq subiu 5,1%.

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