Manifestantes cercam Parlamento na Tailândia

Dezenas de milhares de manifestantes cercaram o Parlamento da Tailândia nesta segunda-feira em Bangcoc, provocando a suspensão da sessão legislativa.

Segundo a polícia cerca de 18 mil manifestantes tomaram as ruas da capital tailandesa, bloqueando os acessos ao Parlamento. Alguns grupos marcharam para a sede da polícia e para o Ministério da Fazenda.

Os manifestantes fazem parte da Aliança do Povo pela Democracia (PAD, na sigla em inglês), movimento que tenta impedir o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que vive atualmente na Grã-Bretanha, de voltar à vida política do país.

Durante os últimos meses, os manifestantes ocupavam um complexo de prédios do governo na capital, O PAD é formado por homens de negócio, pessoas leais ao rei Bhumibol Adulyadej e representantes da classe média urbana.

Constituição Os parlamentares tailandeses tiveram que cancelar a sessão desta segunda-feira na qual tinham planejado discutir propostas de mudanças na constituição do país que levaram o PAD a organizar o protesto.

Em outubro um protesto semelhante deixou dois mortos e 500 feridos, no pior episódio de violência registrado em Bangcoc nos últimos 16 anos.

Milhares de policiais foram para as ruas da capital tailandesa nesta segunda-feira e a polícia afirmou que estava mais bem preparada para a manifestação.

O PAD visa repetir o que ocorreu em 2006, quando seus protestos levaram a um golpe militar que derrubou o ex-premiê Thaksin Shinawatra do poder.

Eles acusavam o ex-primeiro-ministro, um bilionário do setor de telecomunicações, de corrupção e abuso de poder.

Mas os aliados de Shinawatra venceram as primeiras eleições depois do golpe, no final de 2007. O PAD acusa o governo atual de ser um representante do ex-primeiro-ministro.

O PAD quer substituir o sistema de voto da Tailândia - na qual cada cidadão tem direito a votar - por um sistema no qual alguns representantes são escolhidos pela profissão que exercem e pelos grupos sociais.

A polícia informou que cerca de 10 mil manifestantes partidários do ex-premiê foram até um templo budista nos arredores de Bangcoc no domingo para demonstrar apoio ao governo.

O atual primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, é cunhado de Shinawatra.

Wongsawat, que estava participando da reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), no Peru, afirmou que não pretende renunciar ao cargo.

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