Ex-chofer de Bin Laden será transferido para o Iêmen

O iemenita Salim Hamdan, ex-motorista do líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, será transferido da prisão da base norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba, para cumprir o restante de sua sentença no Iêmen, informou o Pentágono.

Segundo fontes ouvidas pela BBC, a transferência de Hamdan para sua terra natal deve acontecer nas próximas horas ou dias.

Em agosto deste ano, Hamdan foi condenado a uma sentença de 66 meses por apoio ao terrorismo, no primeiro julgamento por crimes de guerra nos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial.

Como ele já havia passado cinco anos e um mês preso em Guantánamo à época do veredicto, sua pena termina no próximo dia 28 de dezembro.

Durante o julgamento, o Pentágono argumentou que ele poderia continuar detido como "combatente inimigo". O governo americano sempre defendeu o direito de manter estes combatentes presos indefinidamente, enquanto durasse a chamada "guerra o terror".

Recentemente, o governo do presidente George W. Bush tentou estender a pena de Hamdan, argumentando que o tribunal militar não tinha a autoridade para dar "créditos" na sentença pelo tempo que ele já havia ficado aprisionado.

Guantánamo O ex-motorista de Bin Laden foi considerado culpado de cinco das oito acusações de apoio ao terrorismo, incluindo a de ser o motorista e guarda-costas de Osama Bin Laden, um homem que "ele sabia ser o líder de uma organização terrorista".

Hamdan, que tem cerca de 40 anos, foi capturado no Afeganistão em novembro de 2001. Ele admitiu ter trabalhado para Bin Laden no Afeganistão de 1997 a 2001. Ele afirmou no julgamento que ganhava um salário de cerca de US$ 200 por mês e que trabalhava pelo dinheiro e não para fazer uma guerra contra os Estados Unidos.

Cerca de 270 suspeitos permanecem aprisionados na base norte-americana na Baía de Guantánamo, muitos dos quais sem acusações legais, o que é alvo de críticas por parte de organismos defensores dos direitos humanos.

Informações dão conta de que o presidente eleitos dos EUA, Barack Obama, estaria pensando em entregar à justiça americana comum parte dos prisioneiros que estão hoje na prisão em Cuba e são acusados de ligação com grupos extremistas. Outra parte dos detentos também poderia ser libertada e outros, que não poderiam ser julgados em público por questões de segurança nacional, seriam encaminhados a um novo tribunal a ser criado especialmente para eles. Obama já havia indicado durante a campanha que pretendia fechar a prisão e a descreveu como um "triste capítulo na história americana".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos