Obama deve manter Gates como secretário de Defesa

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deve manter no cargo o secretário de Defesa de George W. Bush, Robert Gates, segundo informações divulgadas pela imprensa americana nesta terça-feira.

Gates foi nomeado para o cargo em 2006 pelo presidente Bush e é o responsável pela mudança na estratégia americana no Iraque. Ele também foi diretor da CIA (a Agência de Inteligência Americana), Segundo a rede de televisão ABC News e o site Politico.com, fontes informaram que Obama deve manter Gates no Pentágono (sede do Departamento de Defesa) pelo menos no primeiro ano de seu governo, que começa no próximo dia 20 de janeiro.

Ainda segundo estas fontes, o general reformado e ex-comandante das forças americanas na Europa, James Jones, deve ser indicado para chefiar o Conselho de Segurança Nacional, parte da estrutura da Casa Branca que lida com assuntos de defesa.

As informações não foram confirmadas pelo escritório de transição de Obama, que deve anunciar oficialmente sua equipe de segurança nacional na próxima semana, segundo fontes citadas pelo site Politico.com.

Segundo analistas, a possível decisão de Obama de manter Gates no cargo sinaliza a intenção de fazer uma administração com uma conotação bipartidária, já que o secretário de Defesa é respeitado tanto por republicanos como por democratas.

Especulações também dão conta de que a antiga adversária de Obama nas primárias democratas, Hillary Clinton, deve assumir o Departamento de Estado. A indicação ainda não foi confirmada oficialmente, mas representantes da senadora afirmaram na semana passada que "as negociações estão avançadas".

Orçamento Nesta terça-feira, em uma entrevista coletiva em Chicago, Obama deu mais detalhes de seu plano para estimular a economia e sinalizou com cortes no orçamento.

"Não podemos manter um sistema que desperdiça bilhões de dólares dos contribuintes em programas que perderam a sua razão de ser ou que existem somente graças ao poder de um político, lobista ou grupo de interesses", afirmou.

Ele ainda anunciou dois novos membros de sua equipe econômica: Peter Orszag, que será o responsável pelo orçamento na Casa Branca, e Rob Nabors, que será vice-diretor do Departamento de Administração e Orçamento. De acordo com o presidente eleito, o orçamento a ser adotado por sua administração refletirá um governo que não será nem grande nem pequeno, mas sim "um governo mais inteligente, que se concentra naquilo que funciona".

Obama também fez comentários sobre o pacote de estímulo econômico que está sendo elaborado por ele e por integrantes de sua administração, mas não revelou detalhes sobre os prováveis custos. "Vamos ter que agir rápido em relação à economia, e há consenso de que isso exige um plano ousado para garantir os investimentos do futuro, mas temos que garantir que esses investimentos sejam sensatos, para que não gastemos dinheiro em todas as áreas", acrescentou. Nesta quarta-feira, Obama dará mais uma entrevista coletiva. Segundo um de seus assessores, o foco deve ser novamente economia.

Pouco antes das novas indicações e declarações de Obama, o atual secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, anunciou um novo pacote de estímulo econômico de US$ 800 bilhões. Deste valor, US$ 600 bilhões devem ser usados para comprar dívidas relacionadas a hipotecas, em uma tentativa de incentivar o aumento da oferta de liquidez no mercado imobiliário.

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