ONU alerta para aumento de cólera no Zimbábue

A ONU diz que o número de pessoas infectadas pela cólera continua a aumentar no Zimbábue, com quase 9 mil casos confirmados até agora e mais de 360 mortes desde agosto.

Só na terça-feira, 50 novos casos foram registrados. O presidente do grupo Médicos do Zimbábue por Direitos Humanos, Douglas Gwadziro, disse que tanto o número de infectados como o número de mortes devem ser ainda mais altos, já que, segundo ele, muitas pessoas morrem sem que o caso seja notificado.

Gwadziro disse que a doença pode começar a se espalhar ainda mais rapidamente agora que a estação de chuvas começou.

Ele afirma que é preciso lidar com os problemas sanitários em áreas urbanas como a capital Harare.

A agência de ajuda humanitária Oxfam diz que o governo do Zimbábue deveria declarar a explosão de cólera uma emergência nacional.

A organização diz que muitos moradores precisam desesperadamente de comida, atendimento médico, água limpa e melhores condições sanitárias e afirma que a crise deve piorar significativamente em dezembro.

Na África do Sul, funcionários da saúde trabalham na cidade fronteiriça de Musina para evitar que a explosão da doença se espalhe. Já houve três mortes no local.

Segundo o correspondente da BBC na África do Sul Peter Biles, relatos vindos do outro lado da fronteira, em Beitbridge, sugerem que as autoridades do Zimbábue não têm recursos para lidar com a situação.

O Zimbábue vive uma crise política desde as eleições realizadas em junho. O partido do presidente Robert Mugabe, o Zanu-PF, e o oposicionista Movimento por Mudança Democrática (MDC, em inglês) não conseguem chegar a um acordo sobre como formar uma coalizão de governo. Mugabe vem sofrendo pressões internacionais devido à crise. Na terça-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o Zimbábue não pode adiar mais as negociações para um governo compartilhado se quiser melhorar as condições de seus moradores.

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