Motivos e responsáveis por atentados na Índia ainda não são claros

Nos últimos 20 anos, Mumbai sofreu com revoltas populares, repetidos ataques a bomba, violência de quadrilhas e assassinatos políticos.

Esta é a cidade mais próspera da Índia, a mais conhecida no exterior, mas também a mais instável.

A escala e a sofisticação dos ataques empreendidos na cidade nesta quarta-feira são chocantes para as 20 milhões de pessoas que vivem na região metropolitana de Mumbai e para um país cuja crescente prosperidade econômica foi em grande parte construída a partir do sucesso comercial da cidade.

Os alvos dos ataques incluíram a principal estação de trens (uma das mais movimentadas do mundo) e hotéis e restaurantes freqüentados por homens de negócios locais e de outros países.

Para as autoridades, a prioridade agora é libertar os possíveis reféns, no lugar de apontar quem foram os responsáveis pelos ataques.

Até mesmo os principais canais de televisão da Índia evitaram especular sobre os possíveis responsáveis, mas a reivindicação dos ataques por uma organização quase desconhecida, Deccan Mujahideen, aumenta as suspeitas de que radicais islâmicos possam estar envolvidos.

Caso isso seja confirmado, esta não seria a primeira vez que a cidade sofreu com atentados empreendidos por militantes muçulmanos.

Há dois anos, as autoridades responsabilizaram militantes islâmicos baseados no Paquistão pelos ataques coordenados em trens que deixaram 190 pessoas mortas.

Apesar destes indícios, os militantes islâmicos podem não ser os responsáveis pelos atentados desta quarta-feira. Há outros possíveis culpados.

Alguns atentados a bomba recentes - apesar de não na escala do desta quarta-feira - foram atribuídos a militantes de organizações hinduístas.

Motivos eleitorais? Os motivos para os atentados desta quarta-feira também não são claros.

A escolha dos alvos pode sugerir que eles pretendiam minar a confiança nos negócios ou expulsar investidores estrangeiros.

Alguns também podem supor que os ataques procuram frustrar as tentativas de melhora nas relações entre Paquistão e Índia.

Mas talvez eles também possam ter sido empreendidos com a finalidade de desestabilizar a maior democracia do mundo.

A Índia vai realizar eleições gerais nos próximos meses e há eleições regionais sendo realizadas atualmente em vários Estados do país.

Um destes lugares é a parte da Caxemira administrada pela Índia, cujo status é alvo de disputa e conflitos há 60 anos entre Índia e Paquistão.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos