Polícia anuncia libertação de reféns em hotel de Mumbai

Vários reféns que estavam em um dos dois hotéis de luxo em Mumbai, na Índia, tomados por homens armados, foram libertados nesta terça-feira, de acordo com testemunhas. Ataques coordenados nas primeiras horas de quarta-feira (horário local) causaram a morte de pelo menos 101 pessoas.

Mas a situação no hotel Taj Mahal Palace ainda é incerta e, acredita-se que ainda há pessoas escondidas dentro do prédio.

Testemunhas dizem que viram civis deixando o hotel às pressas, correndo, e alguns levavam malas. Também foram vistas ambulâncias chegando ao local.

Mais cedo foram vistas unidades das forças de segurança entrando nos hotéis, mas há poucos detalhes sobre as operações.

O chefe da polícia, AN Roy, disse que os homens armados ainda estariam mantendo reféns no Hotel Oberoi Trident.

As autoridades estão realizando operações cuidadosamente para evitar a morte de pessoas inocentes, disse Roy.

Acredita-se que cerca de 40 pessoas foram tomadas como reféns nos dois hotéis e centenas ficaram presas em seus quartos, quando tropas indianas começaram a cercar os prédios, logo depois que ambos foram ocupados pelos supostos militantes. Estes foram dois dos sete locais no distrito comercial da cidade atacados na noite de quarta-feira por militantes, munidos de granadas e armas automáticas. Além dos hotéis, os alvos incluíram ainda a principal estação de trem da cidade, um hospital, um restaurante popular e um centro judaico. Segundo a polícia, um rabino israelense está entre os reféns mantidos no prédio pelo grupo.

No distrito onde ocorreram os ataques há uma grande concentração de turistas.

Os ataques mataram 101 pessoas, além de quatro supostos militantes que realizaram os ataques, e deixaram 287 feridas. Segundo a polícia, 14 policiais, 81 indianos e seis estrangeiros estão entre os mortos. Foi confirmada a morte de um empresário japonês.

Nove dos supostos militantes foram presos, dizem as autoridades.

Depoimentos de testemunhas sugerem que os homens armados estavam buscando hóspedes dos hotéis com passaportes britânico e americano.

O correspondente da BBC para assuntos de segurança, Frank Gardner, disse que se estes depoimentos se confirmarem, pode haver uma conexão islâmica nos ataques. Eles podem ter sido inspirados ou coordenados pela rede extremista al-Qaeda.

Um grupo previamente desconhecido que se apresentava como Deccan Mujahideen reivindicou a autoria dos ataques. Gardner acredita que um outro grupo pode ter se apresentado com este nome ou que pode se tratar de um truque.

Mumbai já foi palco de outros atos de violência nos últimos anos. Cerca de 200 pessoas morreram em uma onda de atentados a bomba em trens em 2006, que as autoridades atribuíram a militantes islâmicos.

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