Manifestantes tailandeses prometem 'lutar até a morte'

Os manifestantes que invadiram os dois aeroportos de Bangcoc, na Tailândia, afirmam que vão lutar até à morte caso as forças do governo tentem retirá-los à força do local.

"Não temos medo. Vamos lutar até à morte, não vamos nos render, estamos prontos. Se nos dispersarem, voltaremos com mais manifestantes", disse Somsak Kosaiuk, um dos líderes, no aeroporto de Don Mueang, nesta sexta-feira.

Na quinta-feira foi declarado estado de emergência na área em torno dos dois aeroportos da capital tailandesa que seguem completamente paralisados pelos protestos. Os manifestantes exigem a renúncia do primeiro-ministro Somchai Wongsawat.

Segundo correspondentes a polícia está preparada para agir, mas ainda não fez nenhum movimento. A presença de crianças e idosos entre os manifestantes pode ser uma das razões, além da recusa por parte do Exército em se envolver.

Nesta sexta-feira, o governo tailandês anunciou a demissão do chefe de polícia nacional, em conseqüência dos tumultos.

Bloqueio Segundo o correspondente da BBC no aeroporto de Suvarnabhumi Jonathan Head, funcionários de companhias aéreas e passageiros já foram retirados dos aeroportos e ambulâncias e caminhões da polícia estão no local.

Os manifestantes que invadiram os dois aeroportos liderados pelo partido Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês), exigem a renúncia do primeiro-ministro, que afirma que a polícia e algumas unidades militares vão tentar por um fim ao bloqueio dos aeroportos.

"Como chefe de governo tenho que fazer algo para restaurar a ordem. É necessário declarar estado de emergência em algumas áreas. Fazendo isto, não tenho nenhuma intenção de ferir membros do público. Quero facilitar o trabalho das autoridades de segurança", afirmou.

Segundo o correspondente da BBC em Bangcoc Quentin Sommerville, o primeiro-ministro tailandês afirmou que vai permanecer na cidade de Chiang Mai, no norte do país.

O avião de Somchai Wongsawat não conseguiu pousar nos aeroportos de Bangcoc na volta de uma visita fora da Tailândia.

O correspondente afirma que o premiê tailandês tem pouca confiança nos militares e a capital Bangcoc está repleta de boatos de um golpe militar para tirá-lo do poder.

No começo da semana, o comandante do Exército tailandês, general Anupong Paochinda, pediu que Wongsawat convocasse eleições de emergência para tentar por fim à crise.

Um porta-voz do governo afirmou que as tensões com o Exército levaram Somchai Wongsawat a permanecer na cidade por questões de segurança.

As instituições de governo tailandesas parecem cada vez mais fragmentadas e, apesar de o governo ainda ter o apoio popular, não há um controle dos militares. Prejuízo De acordo com Quentin Sommerville a Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês) está cada vez mais isolada, pois está perdendo o apoio do público na ocupação dos aeroportos.

Mesmo os partidários mais tradicionais do movimento, a elite empresarial tailandesa, parece estar insatisfeita com o protesto.

Uma estimativa é de que a ação dos manifestantes está causando um prejuízo de US$ 4 bilhões aos negócios do país, principalmente à indústria de turismo, além dos danos à reputação da Tailândia.

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