Taxistas entram em greve em província da China

Centenas de taxistas em greve participaram de protestos na cidade de Chaozhou, no sul da China, em meio a uma onda de reivindicações da categoria em todo o país.

Segundo informou o jornal Guangzhou Daily nesta sexta-feira, os motoristas estão realizando manifestações para pressionar por maior controle sobre carros não licenciados e melhores condições de trabalho.

A recente onda de reivindicações de taxistas na China começou há algumas semanas e coincide com um aumento no número e na visibilidade de manifestações de protesto na China.

"O governo local está tentando negociar com os representantes dos taxistas para lidar com a greve de maneira apropriada", afirmou um oficial local ao jornal.

Em pelo menos outras seis cidades, motoristas já se reuniram em atos públicos desde o começo do mês.

Eles protestam contra a competição desleal de veículos não licenciados, o aumento nos preços dos combustíveis e as altas taxas de aluguel de carros, o que tem afetado os ganhos deles em meio a incertezas econômicas.

Manifestações As manifestações dos taxistas têm sido amplamente divulgadas pela imprensa chinesa, despertando a atenção internacional para os episódios de inquietação social no país, assunto que antes costumava ser fortemente censurado pelo governo.

Há poucos dias, na cidade de Cantão, também na província de Guangdong, policiais e motoristas quase entraram em choque depois que mais de 100 taxistas armados com tijolos e pedras atacaram carros que trabalhavam sem licença.

No começo do mês, taxistas na cidade de Chongqing se mobilizaram e conseguiram negociar com as autoridades locais melhores tarifas.

Seguindo o exemplo da frota de Chongqing, agora, motoristas de outras cidades também se organizam para reivindicar melhorias.

Na China, só existe uma central sindical que é a Federação de Todos Trabalhadores da China, supervisionada pelo governo.

Em teoria, para entrar em greve, os trabalhadores precisam de permissão do Partido Comunista, mas os recentes protestos têm testado os limites de tolerância do governo representados por essa ordem.

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