Carlos Menem é acusado de tráfico de armas

O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, foi acusado formalmente de envolvimento em tráfico de armas.

Promotores públicos acusam Menem de ter vendido armas ilegalmente para a Croácia e o Equador nos anos 90, quando os dois países estavam envolvidos em conflitos.

O ex-presidente, que governou a Argentina entre 1989 e 1999, nega as acusações.

Menem está doente e participou da sessão de acusação por uma videoconferência da província La Rioja.

Ele foi levado a julgamento juntamente com outros 17 réus em outubro.

Todos estão sendo acusados de autorizar a venda de armas, inlcuindo rifles, mísseis anti-tanque e munição para a Croácia e o Equador entre 1991 e 1995.

Na época, a Croácia sofria um embargo de armas imposto pela Organização das Nações Unidas (ONU) por causa de seu envolvimento na cisão violenta da ex-Iugoslávia, enquanto que em 1995 o Equador estava envolvido em um conflito que durou um mês com o vizinho Peru.

Menem disse ter assinado os decretos autorizando o envio das armas, mas afirma que o trâmite era legal porque elas eram destinadas ao Panamá e à Venezuela, dois países que não estavam envolvidos em nenhum conflito.

Imunidade Em 2001, Menem passou vários meses em prisão domiciliar por causa de acusações parecidas, mas foi libertado por uma comissão de juízes, composta em sua maioria por magistrados nomeados durante a presidência de Menem.

O caso contra o ex-presidente foi retomado quando o então presidente Nestor Kirchner, que governou entre 2003 e 2007, substituiu todos os juízes.

Se considerado culpado, Menem poderia ser condenado a uma pena de até 12 anos de prisão.

Porém, como senador a serviço - ele representa a província de La Rioja - Menem tem imunidade e não pode ser preso.

Promotores podem ter de esperar até o mandato do ex-presidente expirar, em 2014, ou pedir ao Senado que aprove uma moção que permita colocá-lo atrás das grades, disse o correspondente da BBC em Buenos Aires, Daniel Schweimler.

Menem afirma ser vítima de uma campanha política liderada pela presidente Cristina Fernandez Kirchner, mulher do ex-presidente Nestor Kirchner.

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