Indianos protestam contra inação do governo em ataques

Centenas de indianos realizaram protestos neste domingo contra o governo indiano após informações de que a administração já tinha recebido alertas sobre os atentados em Mumbai e não tomou nenhuma medida para evitá-los.

Os relatos sugerem que se sabia até que os responsáveis pelos ataques chegariam à Índia de barco.

O ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, entregou neste domingo seu pedido de renúncia e assumiu a "responsabilidade moral" pelos atentados, que deixaram 174 mortos.

O pedido foi aceito e ele foi substituído pelo ministro das Finanças, P. Chidambaram. Além de Patil, o conselheiro de Segurança Nacional, MK Narayanan, também pediu sua renúncia neste domingo. Ainda não se sabe se o primeiro-ministro, Manmohan Singh, aceitou o pedido de Narayanan. Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Sanjoy Majumder, a substituição de Patil deve ser o primeiro passo de uma extensa revisão do sistema de segurança e inteligência da Índia. Pressionado para explicar por quê não conseguiu impedir os atentados, o governo convocou um encontro multipartidário para discutir novas medidas antiterroristas, como a possível criação de uma agência especial e a adoção de leis mais rigorosas para combater o terrorismo. Majumder afirma ainda que mais pedidos de renúncia podem acontecer nos próximos dias. Paquistão No sábado, as forças de segurança indianas mataram os últimos três atiradores que estavam no interior do prédio do hotel Taj Mahal Palace desde quarta-feira. O vice-ministro do Interior indiano, Shakeel Ahmad, disse à BBC que quase todos os atiradores seriam paquistaneses treinados em uma ilha no Paquistão. Ele disse ainda que houve uma falta de coordenação entre as autoridades federais e estaduais de Maharashtra na prevenção dos ataques em Mumbai. Apesar da afirmação de Ahmad, o governo ainda não divulgou a identidade ou nacionalidade dos responsáveis pelo ataques. No entanto, os três dias de cerco contribuíram para um aumento da tensão entre a Índia e o Paquistão. Islamabad nega qualquer envolvimento com os atentados e ofereceu apoio incondicional ao governo indiano nas investigações. O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que seu governo vai cooperar integralmente com a Índia e prometeu agir duramente se receber qualquer prova de envolvimento de grupos ou indivíduos paquistaneses nos atentados. O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi classificou os ataques de "bárbaros". Segundo ele, as próximas 48 horas serão cruciais para avaliar em que nível pode chegar a tensão entre os dois países. Um grupo até então desconhecido, o Deccan Mujahedin, reivindicou a autoria dos ataques - os piores na capital comercial da Índia desde que 200 pessoas foram mortas em uma série de explosões em 2006.

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