Brasileiros retidos devem deixar Tailândia na quarta

Um grupo de mais de 50 brasileiros retidos na Tailândia deverá deixar o país na manhã de quarta-feira.

Os turistas estão ilhados em um hotel nobre na capital Bangcoc há quase uma semana e não conseguem retornar ao Brasil devido aos protestos de manifestantes da oposição, que invadiram os aeroportos da cidade suspendendo o tráfego aéreo. O grupo encerrou um cruzeiro vindo da China e deveria retornar a São Paulo via Hong Kong e Johanesburgo, mas teve os planos frustrados pelas manifestações da Aliança Popular pela Democracia.

De acordo com o serviço consular da embaixada brasileira em Bangcoc, na manhã de quarta os brasileiros serão levados de ônibus até a base aérea militar de U-tappao, a cerca de duas horas e meia de distância de Bancoc.

De lá, o grupo embarcará em um vôo comercial operado pela companhia Cathay Pacific para Hong Kong e depois seguirá à África do Sul e São Paulo.

'Cenário complicado' Além do grupo, cerca de outros 70 brasileiros estavam presos no país. Destes, por volta de 20 já conseguiram sair da Tailândia e estima-se que os outros 50 consigam deixar o país até o final da semana.

"A situação está se encaminhando, apesar de estarmos dentro de um cenário ainda complicado", afirmou à BBC Brasil o diplomata Francisco Canabrava.

Outros vôos que têm transportado os turistas estrangeiros para fora do país estão saindo dos aeroportos de Chiang Mai e Phuket.

Os aviões só puderam voar ao exterior depois que um acordo nesta terça-feira permitiu que as aeronaves presas nos aeroportos da capital fossem redirecionadas a outros lugares para o embarque de passageiros estrangeiros.

Ainda nesta terça-feira, uma manifestante morreu e 22 pessoas ficaram feridas em uma explosão no aeroporto Don Mueang, em Bangcoc.

Em meio à emergência política, a Corte Constitucional tailandesa dissolveu nesta terça o Partido do Poder Popular (PPP), banindo seus líderes da política por cinco anos, inclusive o primeiro-ministro Somchai Wongsawat.

Há mais de sete dias que os membros da Aliança Popular pela Democracia estão acampados nos aeroportos da capital.

A Aliança Popular pela Democracia é um movimento da oposição que inclui cidadãos da classe média, empresários e monarquistas e reivindicava há vários meses a saída do atual primeiro-ministro, Somchai Wongsawat.

O grupo acusa o governo de ser aliado do ex-primeiro ministro Thaksim Shinawatra, investigado por corrupção e visto como "desleal" ao rei.

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