Governadores pedem ajuda bilionária de Obama

Os governadores de mais de 40 Estados americanos pediram um auxílio de bilhões de dólares ao presidente-eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, a fim de permitir que seus Estados saiam do déficit orçamentário que enfrentam. Os pedidos foram feitos durante um encontro, realizado na Filadélfia, entre Obama, o futuro vice-presidente americano, Joe Biden, e diversos governadores.

Os governadores pediram do presidente-eleito pacotes de, respectivamente, US$ 50 bilhões, que os permitiria pagar por programas de seguro-saúde, e US$ 135 bilhões, que seriam investidos em obras de infra-estrutura.

Entre os presentes na reunião estavam destacados nomes do Partido Republicano, como o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e a dirigente do Alasca e candidata vice-presidencial derrotada, Sarah Palin, que, durante a campanha presidencial, lançou pesadas críticas e acusações contra Obama. Obama saudou a presença de Palin no encontro e acrescentou, dirigindo-se aos políticos da oposição republicana: ''Eu ofereço a vocês a mesma amizade, o mesmo compromisso com a parceria que eu ofereço aos meus colegas democratas. Existe uma hora de fazer campanha e uma hora de governar''.

Orçamento Um total de 42 dos 50 Estados americanos estão enfrentando déficits em seus orçamentos. Na segunda-feira, Arnold Schwarzenegger advertiu que a Califórnia, que conta com a sexta maior economia do mundo, estava a caminho de ''um desastre orçamentário'' e poderá não contar com verbas para investir em programas essenciais a partir de fevereiro do ano que vem. Durante o encontro, Obama afirmou: ''Nós pretendemos oferecer cortes de impostos aos bolsos das sacrificadas famílias de classe média dos Estados de vocês e pretendemos começar a fazer investimentos essenciais para que tenhamos um longo crescimento econômico''.

O futuro líder americano disse que vai pedir ajuda dos governadores para elaborar seu projeto econômico, que visa criar 2,5 milhões de empregos.

''Eu vou pedir a vocês que me ajudem a moldar o plano econômico. A minha atitude é a de ouvir os governadores e garantir que o dinheiro que iremos gastar seja gasto corretamente. Isso significa que iremos trabalhar mais rápido e que os moradores de seus Estados irão prosperar mais cedo.''

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