Otan retomará contato com Rússia, diz secretário

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse nesta terça-feira que a organização concordou em retomar de forma "condicional e gradual" as ligações com a Rússia.

Os laços entre a aliança militar do Ocidente e Moscou foram cortados neste ano por causa da ofensiva russa na Geórgia, em agosto, que provocou protestos de países europeus e dos Estados Unidos.

De acordo com Scheffer, ministros do Exterior dos países da organização reunidos em Bruxelas nesta terça-feira concordaram em retomar contatos de baixo escalão com os russos, mas não aceitaram reativar o Conselho Rússia-Otan.

Presente no encontro, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse que ela apóia os esforços da organização de melhorar os laços com a Rússia, mas afirmou que é preciso acompanhar atentamente as atividades russas.

"Há certos tipos de atividades, como contatos entre militares, que me parecem problemáticas em um momento em que há presença russa no território georgiano, em regiões separatistas", disse Rice.

"Nós devemos ficar muito atentos ao que os russos estão fazendo e verificar se eles estão cumprindo suas obrigações." Geórgia e Ucrânia O jornal americano The Wall Street Journal publicou nesta terça-feira um artigo assinado pelo presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, em que ele alerta quanto "aos grandes riscos de retomar os contatos normais" com a Rússia, sem que o país responda por supostos crimes cometidos na Geórgia.

"Se a resposta internacional não for firme, Moscou vai tomar medidas para redesenhar o mapa da região por intimidação ou à força", diz o texto.

Milhares de soldados russos permanecem estacionados nas regiões separatistas georgianas da Abecásia e da Ossétia do Sul, cujas independências foram reconhecidas por Moscou.

Também nesta terça-feira, os chanceleres dos países da Otan discutiram os pedidos da Geórgia e da Ucrânia, dois ex-países soviéticos, de passar a integrar a organização.

Os Estados Unidos e alguns países europeus consideram positiva uma maior aproximação da Otan com os dois países, mas alguns membros, como a Alemanha, a Itália e a França, acreditam que oferecer a eles um plano de adesão com datas pode ser compreendido como uma provocação pela Rússia, que é contra a adesão dos dois países à Otan.

Em vez disso, os países da Otan decidiram ajudar a Ucrânia e a Geórgia a adotar reformas para que possam ingressar na organização, mas sem prometer a eles uma data para que isso aconteça.

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