Grécia enfrenta terceiro dia de protestos violentos

Manifestantes entraram em choque com a polícia pelo terceiro dia consecutivo na Grécia nesta segunda-feira, levando o primeiro-ministro do país, Costas Karamanlis, a fazer um pronunciamento em rede nacional de TV pedindo calma à população.

TENSÃO NA GRÉCIA

  • BBC

    Manifestantes entraram em choque com a polícia pelo terceiro dia consecutivo na Grécia

  • BBC

    Protestos começaram no sábado, quando um jovem de 15 anos foi morto a tiros por policiais

Estudantes e grupos anarquistas começaram os protestos no sábado, depois que um adolescente de 15 anos foi morto a tiros por um policial.

Cerca de 300 estudantes enfrentaram a polícia em Salônica, a segunda maior cidade do país. Vários alunos da Universidade Aristóteles passaram a noite no campus armazenando bombas incendiárias antes de sair às ruas, disse o correspondente da BBC em Atenas, Malcolm Brabant.

Segundo Malcolm, eles se abrigaram no campus por saber que a polícia não poderia segui-los, pois as leis na Grécia impedem que as autoridades entrem no perímetro de escolas e universidades.

Houve violência também em Tricala, no coração da região agrícola da Grécia, e há notícia de que uma delegacia foi atacada na cidade portuária de Pireus.

Cinco manifestações foram planejadas para as maiores cidades do país ainda nesta segunda-feira, inclusive um ato público do Partido Comunista e do partido socialista Pasok, de oposição, em Atenas, onde o adolescente morreu.

Dois policiais foram presos por envolvimento no caso. Um deles, acusado de assassinato, disse que deu um tiro de advertência que ricocheteou e matou o rapaz, mas, de acordo com relato de testemunhas à TV grega, o oficial fez mira na vítima. O segundo policial foi acusado de cumplicidade.

O exame necrológico no corpo de Alexandros Grigoropoulos deve revelar a trajetória da bala. A família do menino contratou um patologista independente para garantir que não haverá acobertamento.

Indignação pública
A ala jovem do Pasok convocou protestos pacíficos, mas Brabant disse que os partidos da oposição estão capitalizando o sentimento nacional de indignação.

E, apesar de as piores cenas de violência nas últimas décadas no país terem sido causadas pela ação de um único policial, o governo está sendo responsabilizado pelo caso, afirmou Brabant.

Segundo o correspondente da BBC em Atenas, o governo é extremamente vulnerável, tendo enfrentado uma série de escândalos e tem uma maioria de apenas um representante no Parlamento.

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