Banco Mundial revê crescimento do Brasil para 2,8% em 2009

Os efeitos da crise financeira global levaram o Banco Mundial (Bird) a rever para baixo o crescimento econômico brasileiro em 2009, na atualização do relatório Global Economic Prospects 2009 (Perspectivas Econômicas Globais 2009), divulgada nesta terça-feira.

A estimativa do Bird no estudo divulgado no ano passado era de que o país cresceria 4,3% em 2009, mas agora o órgão estima que o Brasil avançará 2,8%.

O Banco Mundial só prevê recuperação para o Brasil em 2010, mas ainda assim o índice será modesto, de 4%.

O documento avalia que o crescimento da América Latina e do Caribe em 2009 será de 4%, também inferior à estimativa anterior do Bird, de 4,3%.

Os novos cálculos do Banco Mundial foram realizados antes do anúncio nesta terça-feira de que o PIB brasileiro cresceu 6,8% no terceiro trimestre de 2008, em comparação com o mesmo período do ano anterior, e 1,8%, na comparação com o segundo trimestre deste ano.

De acordo com a instituição, a crise financeira global ocorre em um momento em que os países em desenvolvimento estão "mais vulneráveis do que já estiveram no passado".

Após quatro anos seguidos de "crescimento robusto" na América Latina e no Caribe, o Bird avalia que a crise provocou uma redução de investimentos na região da ordem de 45% entre janeiro e setembro deste ano.

Queda nas exportações O Banco Mundial avalia que a queda mundial de preços de commodities e a profundidade da recessão nos Estados Unidos e na Europa provocará um crescimento negativo das exportações do Brasil e do México.

O órgão também estima que a Argentina terá um crescimento ainda inferor ao do Brasil no ano que vem, de 1,5%.

O país, segundo o órgão, também será afetado pela queda de commodities, provavelmente passando do superávit atual em suas exportações para o déficit.

De acordo com o Bird, a produção de biocombustíveis no Brasil, nos Estados Unidos e na União Européia representa mais de 90% da produção mundial, e o órgão avalia que os combustíveis alternativos têm sido o prinicipal fator no aumento do preço mundial de alimentos nos últimos anos.

Mas o texto afirma que a matriz brasileira do etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar, é mais econômica do que o etanol americano, obtido a partir do milho, e contribui muito menos para a alta de alimentos.

O Banco Mundial diz que o preço de alimentos e de combustíveis nos países em desenvolvimento caiu consideravelmente, mas permanece alto se comparado com os preços da década de 90 e "tem contribuído para crises sociais e humanas que ainda reverberam".

O Bird estima que aumentos de preços de alimentos e combustíveis provocaram gastos adicionais de US$ 680 bilhões em 2008 e levaram de 130 a 155 milhões de pessoas à pobreza.

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