Mãe é suspeita de matar filha com doença crônica

A mãe de uma conhecida paciente de esclerose múltipla que fazia campanha por um melhor entendimento da doença foi presa nesta segunda-feira, depois da morte da filha.

Kay Gilderdale, de 54 anos, foi interrogada e solta sob fiança depois da morte de Lynn Gilderdale, de 31, na quinta-feira da semana passada.

A polícia do condado de Sussex foi chamada à casa de Gilderdale em Stonegate, depois da morte. Em 2006, a mãe da paciente já havia dito que não achava certo que sua filha continuasse a viver com dor.

"Se eu não acreditasse e se ela não acreditasse que um dia poderá melhorar eu não acharia certo que ela continue a sofrer deste jeito por muitos anos", disse ela na época. Kay ainda disse que sua filha vivia em "um limbo" entre a vida e a morte.

"Quando alguém morre, há o período de luto, mas depois você passa para um estágio em que se dá conta de que a pessoa se foi e que é preciso continuar. Mas a Lynn não está uma coisa ou outra. Ela está trancada naquele quarto, não está morta, mas também não está viva de verdade". A comandante policial do distrito de Rother, Heather Keating, disse que "o incidente é muito trágico", e que a investigação não está procurando mais ninguém em conexão com a morte da mulher.

Kay Gilderdale permanecerá em liberdade até 6 de março de 2009.

Doença Lynn foi diagnosticada com esclerose múltipla - uma doença neurológica crônica e degenerativa, que afeta a coordenação motora entre outras coisas - 17 anos atrás, quando tinha apenas 14 anos de idade.

Ela apresentou os sintomas da doença depois de receber uma vacina contra tuberculose e passou a sofrer de bronquite, amigdalite e febre glandular antes de ser diagnosticada com esclerose múltipla.

A doença, também conhecida como Síndrome da Fadiga Crônica, muitas vezes impedia que ela saísse da cama.

A família divulgou um comunicado através da polícia de Sussex dizendo: "Lynn era jovem, linda, amorosa e se preocupava com os outros".

"Aos 14 anos ela foi atingida pela esclerose múltipla - uma doença imensamente mal compreendida - e, como resultado, sofreu o estigma ligado à essa horrível doença." "Ela lutou longa e duramente por 17 anos com imensa coragem, suportando dores e mal-estar constantes. Todo o sistema de seu corpo foi afetado." Lynn Gilderdale precisava de cuidados 24 horas por dia, mas ainda assim, tinha tempo para os outros, segundo sua família.

"Em sua vida, Lynn se esforçou para ajudar a profissão médica a melhorar suas informações sobre a esclerose múltipla, que afeta milhares de pessoas em diferentes graus de severidade."

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