Colômbia 'exagera' número de militantes mortos, diz ONG

O número de guerrilheiros mortos e capturados divulgado pelo governo da Colômbia é "altamente exagerado", segundo a ONG de defesa de direitos humanos colombiana Codhes.

A entidade, muito respeitada no país, analisou estatísticas dos recentes sucessos que as Forças Armadas afirmam ter obtido, e as qualificou como "inacreditáveis".

O Exército diz ter matado, capturado ou visto se renderem cerca de 114 mil membros dos grupos rebeldes, nos últimos seis anos. Mas outras estimativas dão conta de que essas facções somam um total de 30 mil militantes.

Mesmo se levado em conta a capacidade de recrutamento dessas facções, os números do governo sugerem que oito militantes são mortos a cada dia no país, estatística que não é sustentada por outras fontes.

Uribe A popularidade do presidente Alvaro Uribe, que chega aos 70% de aprovação após seis anos de mandato, se deve ao fato de ele ter conseguido expulsar os grupos rebeldes de importantes cidades colombianas e de ter fechado o cerco ao militantes.

Mas o estudo da Codhes divulgado, intitulado "Os números não somam", ataca exatamente o argumento da popularidade de Uribe.

O questionamento da ONG é o mais recente de vários desafios enfrentados por Uribe e as forças nacionais.

Muitos colombianos acreditam que chegou a hora de tentar negociar a paz com os grupos rebeldes, algo que o presidente - que teve o próprio pai assassinado por guerrilheiros - tem se recusado a considerar.

Também há cada vez mais indícios de que membros das forças de segurança do país teriam matado centenas de civis desarmados e os apresentado como membros de guerrilhas mortos em combate.

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