'Não tentem testar Obama', diz secretário a inimigos dos EUA

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, alertou inimigos do país para que não tentem testar o governo de Barack Obama no início de seu mandato.

Gates disse neste sábado que a equipe de segurança do novo presidente estará pronta para defender os interesses nacionais americanos a partir do momento em que Obama assumir.

O secretário, que permanecerá no cargo, afirmou que a segurança no Oriente Médio e no Golfo continuará sendo uma questão prioritária para o governo americano.

As declarações foram feitas em um fórum de segurança regional no Barein, organizado pela organização Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, com a presença de representantes de 25 países.

Sobre o Irã, Gates negou que os Estados Unidos estejam buscando uma mudança de regime no país, mas disse que quer ver "uma mudança em políticas e uma mudança de comportamento".

'Continuidade' Gates, que é ex-agente da CIA, o serviço de inteligência americano, disse aos representantes reunidos no fórum que trazia "uma mensagem de continuidade e comprometimento para nossos amigos e parceiros na região".

"Qualquer um que pensou que os próximos meses trariam oportunidades para testar a nova administração está redondamente enganado", disse.

"O presidente Obama e seu time de segurança nacional, eu incluído, estará pronto para defender os interesses dos Estados Unidos e de nossos amigos e aliados a partir do momento em que ele assumir o poder no dia 20 de janeiro." O vice-presidente de Obama, o senador Joe Biden, alertou durante a campanha que haveria tentativas de testar o novo presidente com uma crise internacional no início de seu mandato, da mesma forma como o presidente John F. Kennedy foi testado com a crise dos mísseis de Cuba.

Desde que se tornou secretário da Defesa em 2006, Gates conquistou apoio entre democratas e republicanos pela forma como conduziu a operação de envio de tropas extras para ajudar na segurança do Iraque e recebeu elogios pela redução da violência no país.

Ele visitou o Afeganistão na quinta-feira, onde prometeu mais tropas e recursos à medida que os Estados Unidos reduzem sua presença no Iraque.

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