Suspeitos de golpe são libertados no Iraque

O governo iraquiano diz ter libertado 19 funcionários dos ministérios do Interior e da Defesa que haviam sido presos em meio a rumores de que estariam planejando um golpe de Estado.

O ministro do Interior, Jawad Bolani, disse que eles são inocentes e que não há provas de que eles estivessem conspirando para restaurar o partido Baath, de Saddam Hussein, banido no país.

As acusações contra outros quatro funcionários presos na última quinta-feira também vão ser retiradas, segundo o Ministério.

A prisão dos 23 funcionários acontece em um momento político delicado no Iraque, já que as eleições locais estão marcadas para Janeiro e os partidos políticos estão lutando por poder e influência.

Alguns integrantes do Parlamento iraquiano levantaram suspeitas de que as prisões tenham tido motivações políticas.

Ferramenta política O Ministério do Interior é visto como parte fundamental da estabilidade política no Iraque.

Em fevereiro, uma nova lei permitindo que ex-membros do baixo escalão do partido Baath se tornassem funcionários públicos novamente fez com que alguns dos integrantes do governo de Saddam Hussein voltassem a trabalhar nos ministérios iraquianos. Os homens presos esta semana haviam sido acusados de pertencer à organização clandestina sunita al-Awda, fundada em 2003 para tentar reconduzir o partido Baath ao poder.

O grupo - que realizou ataques e assassinatos nos últimos cinco anos - é formado por ex-partidários do Baath e ex-integrantes da Guarda de Elite de Saddam do Hussein e de seus serviços de segurança.

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