Talebã ameça explodir escolas que aceitem meninas no Paquistão

Militantes do Talebã no vale do Swat, ao noroeste do Paquistão, ameaçaram matar meninas que freqüentarem as escolas da região.

A ameaça foi feita por um comandante local do grupo e transmitida por uma rádio pirata. Os militantes deram um prazo até o dia 15 de janeiro para que os pais parem de mandar suas filhas à escola e disseram que o grupo irá explodir colégios que matricularem meninas. As escolas para meninas já foram alvos de ataques diversas vezes. No entanto, essa é a primeira vez que o Talebã proíbe que as estudantes freqüentem as aulas. Um porta-voz do grupo disse que a proibição permanecerá em vigor até que os princípios da sharia - conjunto de leis islâmica - sejam adotados por completo na região. Educação Neste ano, mais de 130 escolas públicas foram queimadas apenas no vale do Swat, deixando mais de 70 mil estudantes sem educação. Essas escolas não são instituições religiosas islâmicas e ensinam disciplinas a partir do currículo sugerido pelo governo paquistanês. Por isso, são consideradas pelos insurgentes como símbolos do governo.

No comunicado transmitido no vale do Swat, o Talebã declarou que, além das escolas do Estado, as particulares também serão destruídas se matricularem estudantes meninas. Moradores da região afirmam que os ataques nos colégios prejudicaram de maneira significativa a educação de jovens de ambos os sexos na região. Aqueles que têm condições financeiras para deixar a localidade, se mudaram para outras regiões, mas a maioria pobre não tem outra opção senão manter suas filhas em casa.

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