China envia navios em missão antipirataria na Somália

Três navios da Marinha chinesa zarparam em direção à costa da Somália para proteger embarcações da China contra ataques de piratas.

Dois destróiers e um navio de suprimentos deixaram o porto de Sanya, na ilha de Hainan, para se juntar a navios de outras nações que já patrulham a área.

Esta será a primeira missão militar chinesa fora das águas do Pacífico.

Neste ano, houve mais de cem ataques piratas nas águas costeiras da Somália e no Golfo de Aden, uma das mais movimentadas rotas marítimas do mundo.

Na quinta-feira, a Marinha alemã disse que evitou uma tentativa de seqüestro de um cargueiro egípcio por piratas nos mares da Somália.

Seis piratas somalianos foram capturados por marinheiros da fragata Karlsruhe no Golfo do Aden.

Entretanto, os piratas foram imediatamente libertados por ordem do governo alemão, oficiais disseram à BBC.

O primeiro-ministro do Japão também deu indicações de que seu país está considerando enviar navios para combater a pirataria.

O comandante da Frota Marinha do Sul da China, Almirante Du Jingchen, disse que seu pessoal estava preparado para uma missão complicada e de longo prazo.

"Atos de pirataria no Golfo do Aden e águas costeiras da Somália estão cada vez mais ousados desde o começo do ano, colocando em sério perigo a segurança de navios e de pessoas de muitos países, inclusive da China", disse o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Huang Xueping.

"Além disso, piratas também vêm ameaçando navios que transportam ajuda humanitária para a Somália (enviada) por organizações internacionais. A pirataria se tornou uma calamidade internacional".

Os militares chineses dizem que este ano houve sete ataques contra embarcações da China naquela área. Eles dizem que as forças chinesas vão abordar e inspecionar navios suspeitos de pirataria, tentar salvar as embarcações atacadas e se defender vigorosamente de possíveis ataques.

Entretanto, oficiais do Ministério da Defesa insistem que a doutrina da China de não-interferência em assuntos de outras nações não mudou, informou o correspondente da BBC em Pequim, Chris Hogg.

Os chineses vão trabalhar em conjunto com outros membros da força internacional atuando na área.

A China não tem bases na região, então, manter suas forças bem supridas durante o que se espera ser uma longa missão é um grande desafio, acrescentou nosso correspondente.

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