França pede que junta na Guiné convoque eleições em 6 meses

O governo da França fez um apelo aos líderes do golpe militar na Guiné para que convoquem eleições livres nos próximos seis meses - e não no fim de 2010, como haviam anunciado.

Um porta-voz do ministério do Exterior em Paris disse que a população da Guiné - que foi colônia francesa por 68 anos - deveria poder expressar sua vontadelivremente.

A França, que ocupa a Presidência da União Européia, confirmou que enviará um representante para um encontro no sábado com os líderes da junta que tomou o poder no país na segunda-feira, após a morte do presidente Lansana Conté.

Ainda nesta sexta-feira, o autodeclarado novo presidente da Guiné, o capitão Moussa Camara, deve se reunir com diplomatas em Conacri, a capital do país, para buscar reconhecimento internacional ao seu governo. Funeral Os presidentes de países vizinhos como Libéria, Sierra Leone e Costa do Marfim estão participando das cerimônias do funeral de Conté, que morreu aos 74 anos e comandou o país desde 1984. Ele será enterrado em sua cidade natal, Lansdanaya, 120 km a noroeste da capital. Antes, será celebrada uma missa em sua homenagem em um estádio de futebol em Conacri.

A junta militar que comanda o país declarou feriado nacional nesta sexta para que a população possa acompanhar o funeral.

Em uma delaração transmitida em cadeia nacional de rádio, o capitão Camara convidou representantes da ONU, União Européia, G8 e da União Africana para encontros neste fim-de-semana.

Apesar de ter sido condenado inicialmente pela comunidade internacional, o golpe militar parece ter sido bem recebido por boa parte dos guineanos, que, segundo o correspondente da BBC para a África Ocidental, Will Ross, estão cansados dos desmandos e da corrupção do governo autoritário de Conté.

O primeiro-ministro deposto da Guiné, Ahmed Tidiane Souare, e vários ministros acabaram endossando o golpe. O premiê afirmou que seu governo está à disposição da junta militar. Camara, que se declarou presidente do país na quarta-feira, afirmou que os ministros estariam em segurança e pediu que eles auxiliem o novo regime. A junta também disse que manteria conversações no sábado com líderes de partidos políticos e civis.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos