Desnutrição infantil aumenta no Zimbábue, diz ONG

A desnutrição infantil em partes do Zimbábue aumentou em mais de 60% em comparação ao ano passado, de acordo com a ONG britânica Save the Children.

Dados do distrito de Binga, no noroeste do país, indicam que 7,6% das crianças entre seis meses e cinco anos sofrem de desnutrição aguda. A desnutrição crônica, de longo-prazo, na mesma região, também aumentou, em cerca de 50%. Um total de 31,2% das crianças com menos de cinco anos têm um peso inferior ao normal, em comparação a 20,9% em outubro de 2007.

Em relatório divulgado neste sábado, Save the Children disse que são necessárias 18 mil toneladas de alimentos para o mês de janeiro, e pediu que os países doadores aumentem a ajuda que concedem.

Segundo a Save the Children, os zimbabuanos inocentes não deveriam sofrer por causa de uma crise política fora de seu controle.

"Não há desculpa para não se fornecer esta comida", disse Lynn Walker, diretora de programas da ONG no Zimbábue.

A organização disse que cerca de 5 milhões de pessoas no Zimbábue - ou cerca de 50% da população do país - necessitam agora de ajuda alimentar.

O setor agropecuário do país entrou em colapso depois que o presidente Robert Mugabe lançou um controvertido programa de reforma agrária há mais de cinco anos.

O Zimbábue vive uma grave crise econômica e enfrenta uma epidemia de cólera, alimentada pelo caos nos setores de assistência médica e serviços de água e esgoto.

Organizações beneficentes advertiram que a doença, que já matou mais de 1,1 mil pessoas, pode infectar mais de 60 mil se não for contida.

O presidente Mugabe culpou o Ocidente pelos problemas em seu país.

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