Um ano após infarto, 20% dos pacientes ainda têm dor no peito

Uma em cada cinco pessoas em recuperação depois de ataques cardíacos continua a ter dores no peito um ano após o incidente, segundo um estudo americano.

A equipe liderada pela Universidade do Colorado analisou quase dois mil pacientes e disse que as dores no peito após o infarto podem ser ligadas ao fumo ou à depressão.

Alguns dos pacientes sofrem de angina todos os dias, apesar de cirurgias para a colocação de marca-passos, segundo o estudo publicado na revista Archives of Internal Medicine.

A angina, ou dor no peito, é um sintoma comum de doenças cardíacas, e médicos dizem que alguns pacientes continuarão a senti-la após infartos, apesar dos esforços para tratar os problemas no coração.

Fumo e depressão O objetivo do estudo, realizado com a colaboração de pesquisadores da Denver Colorado University e do Veteran's Affairs Medical Center, era descobrir a extensão do problema.

Dos pacientes que responderam ao questionário do estudo, um ano após seus ataques cardíacos, 19,9% ainda tinham dores no peito e 1.2% deles sentiam dor todos os dias.

O grupo mais susceptível à angina é composto de homens jovens com marca-passos, homens fumantes ou com sintomas de depressão.

Os pesquisadores dizem que os resultados podem ajudar os médicos a monitorar pacientes em risco.

"Esse estudo nos ajuda a entender quais fatores podem levar pacientes a sentirem dor no peito um ano após um infarto", disse um porta-voz da Fundação Britânica do Coração.

"A identificação desses fatores - por exemplo, fumo ou depressão - pode ajudar profissionais da saúde a reconhecer quais pessoas têm o risco de desenvolver o problema." "Serviços para essas pessoas, como ajudá-las a parar de fumar, podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a saúde do coração ao aliviar ou prevenir a angina", disse.

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