Ataques em Gaza despertam nova onda de protestos

Milhares de manifestantes realizaram protestos em diversos países nesta segunda-feira contra os ataques israelenses à Faixa de Gaza, que entraram em seu terceiro dia.

Um dos maiores protestos foi realizado na capital do Líbano, Beirute. A manifestação, organizada pelo grupo xiita Hezbollah, reuniu dezenas de milhares de pessoas.

No domingo, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, pediu que os povos nos países árabes e muçulmanos se unam em apoio a Gaza.

O líder xiita também pediu que seus militantes baseados no sul do Líbano - que lutaram em uma guerra contra Israel em 2006 - fiquem alertas para a possibilidade de ataques israelenses.

Na capital da Jordânia, Amã, milhares de manifestantes se reuniram pelo segundo dia consecutivo e queimaram bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Cairo e Londres A manifestação na capital do Egito, Cairo, foi organizada pelo grupo de oposição Irmandade Islâmica, do qual se originou o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Em Teerã, membros do governo iraniano se uniram aos manifestantes para pedir que Israel seja "varrido do mapa".

Protestos similares foram realizados na Síria, na Líbia, no Iraque, no Paquistão e em Bangladesh. Muitos dos manifestantes pediram uma resposta firme de seus líderes contra a ação militar israelense.

Em Londres, centenas de manifestantes se concentraram em frente à embaixada de Israel. Segundo a repórter da BBC Colette McBeth, pelo menos 500 pessoas participaram do protesto. No domingo, dez pessoas foram presas no local em um protesto semelhante.

Ataques Nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo, aviões israelenses bombardearam alvos considerados chave para o Hamas na Faixa de Gaza. Os mais recentes ataques atingiram o prédio do Ministério do Interior e a Universidade Islâmica, um símbolo do movimento político palestino que domina o território desde 2007. Médicos palestinos dizem que cerca de 315 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas nos ataques realizados desde sábado. Representantes da ONU que visitaram centros médicos na Faixa de Gaza disseram que 56 dos mortos são civis. No sul de Israel, na cidade de Ashkelon, pelo menos uma pessoa morreu nesta segunda-feira na explosão de foguetes lançados por militantes palestinos.

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