Israel bombardeia Ministério do Interior na Faixa de Gaza

Caças israelenses bombardearam alvos na Faixa de Gaza nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo, atingindo locais-chave ligados ao grupo militante Hamas. Os mais recentes foram o prédio do Ministério do Interior e a Universidade Islâmica, um símbolo do Hamas.

Segundo o correspondente da BBC em Gaza Rushdi Abualouf, as chances de o ataque ter feito alguma vítima fatal são pequenas, já que Universidade foi evacuada desde o início dos ataques pois o Hamas já esperava uma possível ofensiva contra o local.
Outros locais atingidos nos ataques iniciados sábado incluem outras repartições públicas e túneis que ligam o território palestino ao Egito. Os palestinos usam essas rotas para trazer comida e outros surpimentos do Egito - e inclusive armas, segundo Israel.

Médicos palestinos dizem que cerca de 300 pessoas morreram nos ataques.
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, disse que Israel está determinado a "mudar a realidade" em Gaza, em meio a expectativas de que pode lançar uma grande invasão.
Israel diz ter lançado a ofensiva em resposta a ataques com morteiros lançados por palestinos a partir da Faixa de Gaza.

Conselho de Segurança
O Conselho de Segurança das Nações Unidas seguiu o exemplo da comunidade internacional pedindo um fim da violência entre Israel e a Faixa de Gaza.

Os Estados Unidos, o maior aliado de Israel no Conselho, disse que cabe ao Hamas parar com o lançamento de foguetes em território israelense.

Israel diz que os militantes palestinos lançaram mais de 110 foguetes de Gaza desde sábado.

A operação israelense começou no sábado menos de uma semana depois de expirado um acordo de cessar-fogo de seis meses com o Hamas.

Israel bombardeou todas as principais cidades da Faixa de Gaza, inclusive Gaza City no norte do território e Khan Younis e Rafah, no sul.

Mais de 210 alvos foram atingidos nas primeiras 24 horas do que Israel diz que pode ser uma longa operação militar.

"Nós pegamos o Hamas de surpresa, nós almejamos o quartel-general do Hamas, então este é o começo de uma operação bem sucedida, eu espero. Mas a idéia é mudar a realidade no terreno", disse a ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni à BBC no domingo.

Segundo analistas, sábado foi o dia em que foram registradas mais mortes na Faixa de Gaza desde a ocupação israelense do território em 1967, embora não haja confirmação independente do número de mortos.

A maioria, contudo, seriam policiais a serviço do movimento militante; Hamas, inclusive o chefe de polícia.

Mas autoridades afirmam que mulheres e crianças também morreram.

O líder exilado do Hamas, Khaled Meshaal, pediiu uma nova intifada (ou levante) contra Israel.

Desde 1967, os militares israelenses ocuparam a Faixa de Gaza e colonos judeus construiram comunidades dentro do território. Israel se retirou da área em 2005, mas manteve o controle das fronteiras da Faixa de Gaza.

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