Brasileiros em Gaza estão aterrorizados, diz diplomata

As famílias brasileiras que vivem na Faixa de Gaza estão aterrorizadas, segundo a subchefe do Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, Rosimar Suzano. A diplomata mantém contato diário com as três famílias por telefone. Os brasileiros são dois homens e uma mulher, todos com cônjuges palestinos, que vivem no campo de refugiados de Jabaliya.

"Mantemos contato diário com eles", disse Suzano à BBC Brasil. "São famílias com crianças. Estão aterrorizados." "Hoje (quarta-feira), falamos novamente com eles. Estão bem, apesar do pânico generalizado", disse.

Segundo a diplomata, o fato de serem casados com palestinos e terem cidadania brasileira e palestina dificultaria uma eventual retirada desses brasileiros, em caso de agravamento do conflito.

"Mas não é um impedimento para uma operação de retirada, se for o caso", afirmou.

"Houve um ataque a uma mesquita vizinha à casa de uma dessas famílias na segunda-feira, mas, desde então, não registramos novos incidentes", acrescentou.

Suzano explicou que a maior parte dos brasileiros que vive nos territórios palestinos (de três a cinco mil brasileiros) está na Cisjordânia, que não está sendo alvo de ataques israelenses. "Na Faixa de Gaza, pelo que sabemos, há apenas essas famílias".

A ação militar israelense foi iniciada no sábado e, segundo fontes palestinas, já deixou mais de 370 mortos, muitos deles civis. Israel afirma que o objetivo da operação é interromper os constantes ataques com foguetes disparados por militantes palestinos contra seu território.

Cerca de 1,4 milhão de pessoas vivem na Faixa de Gaza em uma área de apenas 360 quilômetros quadrados.

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