Chávez restringe dólares a venezuelanos

O governo venezuelano anunciou um corte na quantidade de dólares americanos que os cidadãos podem comprar para usar no exterior. A nova regra entrou em vigor nesta quinta-feira.

A medida, que visa frear os efeitos da crise financeira e da queda do preço do petróleo no país, é a primeira de uma série de anúncios econômicos previstos para o início de 2009.

Desde 2003, o governo impõe um rígido controle sobre a quantidade de moeda estrangeira que os cidadãos podem gastar fora do país.

A nova medida corta pela metade a cota anual de dólares que os venezuelanos podem comprar, que passa de US$ 5 mil para US$ 2,5 mil.

Isto significa que qualquer venezuelano que viaje para fora do país só pode contar com US$ 2,5 mil em seus cartões de crédito e mais US$ 500 em espécie. Mercado negro A medida, que procura evitar que os dólares obtidos com a exportação de petróleo saiam do país, pode ter como conseqüência um aumento do mercado negro, onde se pratica um preço muito superior à taxa fixa de 2,15 bolívares fortes por dólar.

Líder de uma economia fortemente dependente do preço do petróleo, o presidente Hugo Chávez já afirmou que os programas sociais serão mantidos mesmo com a queda no preço do combustível.

A oposição, no entanto, afirma que o presidente terá que tomar medidas drásticas caso o preço não se recupere.

Entre elas, estaria um corte nos gastos públicos, incluindo grandes projetos de infra-estrutura, e até mesmo a desvalorização da moeda. O governo venezuelano também anunciou planos para dobrar a produção em setores como o de ouro, aço e cimento, para tentar reduzir a dependência econômica do petróleo.

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