Líder político do Hamas é morto em bombardeio de Israel

Um dos principais líderes do movimento palestino Hamas morreu nesta quinta-feira em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza. Nizar Rayyan e outras seis pessoas, supostamente membros de sua família, morreram quando sua casa foi atingida. Ele é o integrante do Hamas de maior destaque morto por forças israelenses desde 2004.

Desde que a operação israelense começou, no sábado, Israel atacou combatentes e comandantes militares do Hamas, mas esta foi a primeira vez que a liderança política do movimento foi atingida. Rayyan defendia a realização de atentados suicidas contra Israel.

As mortes desta quinta-feira elevaram para mais de 400 o total de palestinos mortos durante a ofensiva militar de Israel contra a Faixa de Gaza.

As autoridades israelenses argumentam que o objetivo da campanha é acabar com o constante lançamento de foguetes por militantes contra o território de Israel.

O chefe dos serviços de emergência na Faixa de Gaza, Moawiya Hassanein, disse que mais de duas mil pessoas ficaram feridas nestes seis dias de operação.

Os hospitais estão tendo dificuldades para tratar as vítimas. A agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), no entanto, disse que conseguiu retomar a distribuição de alimentos.

Pressão por cessar-fogo
Israel realiza bombardeios na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, pelo sexto dia consecutivo, apesar da pressão cada vez maior da comunidade internacional por um cessar-fogo.

Os prédios do Parlamento e do Ministério da Justiça foram atacados durante a madrugada. Testemunhas na Cidade de Gaza dizem que um hospital infantil também foi atingido.

Egípcios não querem envolvimento com problemas em Gaza

Para o egípicio Ezzat Abdel-Rahman, 42, os palestinos estão sofrendo uma "grande injustiça" nas mãos de Israel, mas eles deveriam ter seguido o exemplo do Egito e ter assegurado acordos de paz com o Estado judeu há muito tempo. Segundo ele, o Egito não deveria abrir suas fronteiras com Gaza para permitir a fuga dos palestinos da ofensiva de seis dias de Israel, como exigem os militantes do Hamas e muitos árabes. "Isso pode criar problemas para o Egito com Israel novamente", disse Abdel-Rahman, dono de uma sapataria no centro do Cairo.



Em uma entrevista exibida na TV, o líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, manteve uma postura desafiadora, dizendo que os árabes serão vitoriosos e Israel não pode vencer.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, falou em "ampliar e apronfundar" a operação, num momento em que as pesquisas de opinião em Israel mostram que a ofensiva militar em Gaza continua contando com forte apoio popular no país.

Ao mesmo tempo, foguetes do Hamas voltaram a atingir Beersheba - cidade israelense que fica a cerca de 40 quilômetros da fronteira com os territórios palestinos.

Na quinta-feira, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi adiada sem que tenha sido obtido um consenso para a aprovação de uma resolução pedindo um cessar-fogo apresentada por Líbia e Egito.

Estados Unidos e Grã-Bretanha alegam que o texto não condenava o lançamento de foguetes contra o território israelense por militantes do Hamas.

As autoridades palestinas dizem que 391 palestinos morreram nos bombardeios israelenses. Quatro israelenses morreram em conseqüência do lançamento de foguetes a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.

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