Exército de Israel inicia operação terrestre em Gaza

O Exército israelense confirmou o início de sua operação terrestre na ofensiva contra a Faixa de Gaza, que entrou na segunda semana neste sábado. O objetivo seria assumir o controle de áreas usadas por militantes palestinos para lançar foguetes contra Israel.

Segundo a correspondente da BBC em Jerusalém Katya Adler testemunhas palestinas afirmaram que uma pequena coluna de veículos militares israelenses, com o apoio de helicópteros de combate, entrou pelo norte da Faixa de Gaza.

Estas testemunhas teriam afirmado que, por enquanto, parece apenas uma incursão limitada de Israel.

Ainda não se sabe até onde os soldados de Israel avançaram dentro do território palestino. Adler afirma que o governo israelense já convocou quase dez mil soldados da reserva nos últimos dias.

O governo de Israel afirmou que está pronto para uma operação terrestre se não forem suspensos os disparos de foguetes da Faixa de Gaza contra cidades israelenses na fronteira.

O Hamas, por sua vez, disparou vários foguetes contra cidades israelenses neste sábado, mas ninguém ficou ferido.

Mesquita Os militares israelenses aumentaram os ataques contra a Faixa de Gaza e mais ataques aéreos foram lançados neste sábado.

Pelo menos 13 palestinos foram mortos em um dos ataques aéreos, contra uma mesquita.

Um míssil disparado por Israel atingiu a mesquita em Beit Lahiya. Segundo a correspondente da BBC Katya Adler, testemunhas afirmaram que a mesquita era pequena, mas estava lotada de fiéis quando foi atingida.

De acordo com o hospital local entre as 13 pessoas mortas estão dois meninos. Outras 30 pessoas ficaram feridas.

Adler acrescenta que Israel destruiu várias mesquitas desde o início de sua ofensiva na Faixa de Gaza, há uma semana. Segundo os israelenses as mesquitas seriam usadas pelo Hamas para guardar armas.

Líder morto Os ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram neste sábado mais um importante líder do grupo palestino Hamas. De acordo com fontes do Exército israelense, bombardeios atingiram o carro de Abu Zakaria al-Jamal, que morreu em decorrência dos ferimentos. Abu al-Jamal é o segundo importante líder do Hamas a ser morto desde o início da ofensiva de Israel, no sábado passado, contra alvos do grupo na Faixa de Gaza.

Na quinta-feira, Nizar Rayyan foi morto depois que sua casa foi atingida por uma bomba. Outras nove pessoas, supostamente membros de sua família, também morreram. Ele foi o primeiro integrante do Hamas de maior destaque a ser morto por forças israelenses desde 2004.

Desde o início da ação militar, as forças israelenses já lançaram mais de 800 ataques contra a Faixa de Gaza, incluindo 40 neste sábado. Mais de 400 pessoas foram mortas, 25% delas civis, segundo fontes das Nações Unidas.

Até agora, quatro israelenses morreram em decorrência dos ataques com foguetes palestinos.

Israel afirma que a ação militar na Faixa de Gaza tem o objetivo de interromper esses ataques.

Protestos Dezenas de milhares de pessoas participaram de protestos no mundo todo contra a ação militar israelense na Faixa de Gaza, pedindo um imediato cessar-fogo.

A maior manifestação ocorreu em Paris, onde mais de 20 mil pessoas se reuniram.

Em Londres cerca de 10 mil pessoas participaram do protesto e centenas de sapatos foram arremessados na entrada da residência do primeiro-ministro Gordon Brown, Downing Street, semelhante ao protesto de um jornalista iraquiano em Bagdá, que atirou um par de sapatos contra o presidente americano George W. Bush, em dezembro.

Também ocorreram protestos em Bruxelas, Haia, Amsterdã e Chipre. Em Israel dezenas de milhares de árabes israelenses fizeram um protesto contra a ofensiva israelense na cidade de Sakhnin.

Um político árabe israelense, Jamal Zahalka, disse que esta foi a maior manifestação da minoria árabe israelenses nos últimos dez anos.

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