Sarkozy diz que Israel aceitou cessar-fogo em Gaza

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse nesta quarta-feira que Israel e a Autoridade Palestina aceitaram uma proposta elaborada por Egito e França de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Israel disse que teria aceitado em princípio os termos do acordo, que ainda estava sendo negociado.

Um membro do alto escalão do Hamas disse à BBC que, apesar de "sinais positivos", ainda não houve um acordo em relação ao plano do cessar-fogo. Enquanto isso, informações de correspondentes da BBC na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza dão conta de que os bombardeios israelenses foram retomados, depois de uma pausa de três horas. Plano franco-egípcio Sarkozy disse que "está contente" com a decisão de Israel e da Autoridade Palestina de aceitar o plano egípcio e francês, que foi apresentado na segunda-feira pelo presidente do Egito, Hosni Mubarak.

Apresentado durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, na noite de terça-feira pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e pelo líder francês, Nicolas Sarkozy, em em Sharm el-Sheikh, o plano prevê a retomada do envio de ajuda humanitária a Gaza e negociações a respeito da segurança na fronteira entre israelenses e palestinos. A proposta havia sido bem-recebida na terça-feira pela secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que pediu por uma trégua que seja "durável e que garanta a segurança".

A proposta também teria sido aceita pela Autoridade Palestina, que é controlada pelo Fatah, grupo rival do Hamas.

Acordo diplomático Segundo a correspondente da BBC Laura Trevelyan, a proposta pode representar um esboço de um possível acordo diplomático.

Durante a reunião na sede das Nações Unidas, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reiterou um pedido de cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza Ban criticou Israel pelos bombardeios em Gaza e o grupo militante palestino Hamas por lançar foguetes contra o país.

Também nesta quarta-feira, Israel anunciou a realização de pausas diárias de três horas nos bombardeios na Faixa de Gaza.

O anúncio veio depois da decisão de Israel de aceitar a criação de um corredor para permitir o envio de suprimentos ao território palestino, onde vivem 1,5 milhão de palestinos. A decisão de permitir a criação de um corredor para levar ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza foi anunciada da Faixa de Gaza pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo durante os quais a população vai poder receber ajuda". A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região.

Pelo plano, Israel vai suspender ataques contra áreas específicas de Gaza para permitir que os habitantes possam receber e estocar produtos de primeira necessidade. Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

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