Foguetes do Líbano contra Israel aumentam temor de nova guerra

Pelo menos três foguetes Katiushas foram disparados na manhã desta quinta-feira contra o norte de Israel vindos do sul do Líbano, aumentando o temor de que o país árabe possa ser arrastado para uma nova guerra com o vizinho.

Como medida de segurança, o sul do Líbano foi colocado em alerta máximo. Várias escolas tiveram suas aulas canceladas, e há notícias de que moradores que vivem nas cidades ao longo da fronteira já estariam deixando suas casas e rumando para o norte.

Em 2006, Israel e o Hezbollah lutaram um violento conflito que matou 1.200 libaneses, a maioria civis, e 160 israelenses, a maioria militares.

Segundo as autoridades israelenses, os foguetes não causaram vítimas, mas deixaram cinco pessoas feridas e outras em estado de choque. Recentemente, Israel já havia declarado que retaliaria qualquer ataque vindo do Líbano.

Após o ataque, que atingiu a região da cidade israelense de Nahariya, o Exército de Israel lançou um breve fogo de artilharia, atingindo os arredores das cidades libanesas de Dhaira e Tair Harfa, sem deixar vítimas.

Os ataques vindos do Líbano ocorreram após uma das noites de ataques mais intensas desde que a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza começou com 60 ataques aéreos contra alvos que, segundo o governo israelense, incluem um depósito de armas do Hamas e túneis perto da fronteira com o Egito que seriam usados para o contrabando de armas.

O Exército libanês e tropas das forças de paz da ONU (UNIFIL) realizaram patrulhas para tentar identificar os autores dos disparos. O Hamas negou que tenha disparado contra Israel a partir do Líbano.

A imprensa local especulou que a fação Frente Popular para a Libertação da Palestina - Comando Geral (FPLP-CG), do líder Ahmad Jibril, poderia estar por trás do ataque. Jibril não confirmou nem negou a autoria do ataque.

Tensão Desde que a ofensiva israelense em Gaza começou, há 13 dias, libaneses temem que o Hezbollah possa atacar o território israelense, abrindo uma segunda frente de combate para Israel.

O líder do grupo xiita disse na quarta-feira em discurso que suas forças estavam em alerta máximo e prontas para lutar contra Israel em caso de agressão. Foi a primeira vez que Nasrallah falou da possibilidade de uma nova guerra com os israelenses.

Antes disso, Nasrallah se limitava a criticar Israel, os países árabes e a comunidade internacional por nada fazer em favor dos palestinos.

O Hezbollah, assim como o Hamas, recebe forte apoio político e militar de Síria e Irã, países considerados inimigos por Israel.

Nos últimos dias, os militares libaneses e da Unifil (a força da ONU no sul do Líbano) estavam em alerta, realizando mais patrulhas para evitar que ataques fossem realizados contra Israel no sul do país.

O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, já havia declarado que se Israel atacasse o sul do Líbano, o governo entenderia como um ataque à todo o Líbano.

Pressão Após a guerra entre Hezbollah e Israel, em 2006, o grupo xiita tem estado sob enorme pressão de seus rivais políticos no Líbano para se desarmar.

Atualmente, o Hezbollah faz parte de um governo de união nacional com poder de veto sobre decisões importantes.

Em fevereiro de 2008, um alto comandante militar do grupo xiita, Imad Mughniyeh, foi assassinado em um atentado com carro-bomba em Damasco, na Síria.

O Hezbollah culpou Israel pela morte de Mughniyeh e jurou vingança.

Em novembro, sete foguetes Katiushas foram encontrados no sul do Líbano por tropas da ONU e Exército libanês. Eles estavam programados e prontos para serem disparados contra Israel.

O Hezbollah, então, pediu uma séria investigação sobre o incidente e negou ter posicionado os foguetes.

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