Frio em Berlim cria réplica de habitat natural para Knut

Enquanto a maioria da população de Berlim bate os dentes e enfrenta problemas com o frio ártico que castiga a cidade, um dos habitantes mais ilustres da capital alemã parece estar com a vida que pediu a Deus.

O clima gelado e a neve que cobre Berlim transformaram o viveiro do urso polar Knut em uma réplica de seu habitat natural. Ele deita e rola no chão branco de seu lar, brinca com uma bola de futebol e, às vezes, parece até querer cumprimentar os visitantes.

As baixas temperaturas atuais - em um dos mais rigorosos invernos dos últimos anos na capital alemã - proporcionam as condições ideais para o animal, segundo o porta-voz do zoológico de Berlim, Ragnar Kühne.

Entretanto, uma preocupação da administração do local foi reduzir o nível da água do fosso que separa o animal dos visitantes. De outra forma, seria possível que Knut aproveitasse o congelamento do canal para pular o cercado que o separa do público. Por isso, os blocos de gelo formados na vala foram triturados pelos funcionários do zoológico.

Viveiros aclimatados Já os vizinhos do urso acostumados a outros ambientes tiveram que ser recolhidos para viveiros aclimatados.

De acordo com a administração do zoológico, as girafas e algumas espécies de antílopes, por exemplo, não podem ser deixadas do lado de fora neste período, porque correm o risco de escorregar no gelo e até mesmo quebrar uma pata.

O frio deste começo de ano tem batido recordes. Na noite de terça para quarta, a Alemanha viveu a noite mais fria do inverno, com temperaturas de até 29 graus negativos.

Na mesma madrugada, Berlim registrou quase 19 graus negativos, o maior frio dos últimos 22 anos na cidade.

A onda de frio faz a população enfrentar atrasos em trens e metrôs, interdição de ruas e até algumas escolas da cidade foram fechadas por causa de falhas no sistema de calefação e rupturas de tubulações causadas pelo congelamento da água.

Durante a semana, foram registrados os primeiros casos do ano de mortes por hipotermia durante a madrugada. Entre eles, o de uma moradora de rua de58 anos, que vivia há dois em uma barraca em uma cidade do sudoeste Alemanha. Ela morreu de frio na madrugada desta quinta-feira, após recusar a oferta de um quarto gratuito feita por um dono de hotel.

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