Negociações da UE para restaurar gás chegam a impasse

Negociações entre a Ucrânia e Rússia mediadas pela União Européia em Bruxelas, para conseguir um acordo que restaure o fornecimento de gás à Europa, foram suspensas sem um avanço aparente.

Há notícia de que outras rodadas de negociações foram canceladas e não há sinal de eventuais conversações diretas entre os governos de Rússia e Ucrânia. Uma reunião prévia em Moscou entre os chefes das companhias de gás dos dois países havia despertado esperanças de um diálogo para romper o impasse.

Divergências sobre preços e novos contratos levou à interrupção do fornecimento de gás russo via Ucrânia para a Europa.

A União Européia tem agido como mediador para tentar acabar com a disputa.

Conversas O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, se reuniu com o diretor executivo da gigante do gás russa, Gazprom, Alexei Miller e, depois, como chefe da companhia ucraniana, Naftogaz, Oleg Dubyna.

Alguns países da UE tiveram o fornecimento totalmente cortado ou substancialmente reduzido.

A Ucrânia nega acusações da Rússia de que está roubando gás que passa pelos gasodutos em seu território.

A Rússia cortou o fornecimento de gás à própria Ucrânia há uma semana, agravando uma disputa surgida por suposta falta de pagamento de contas. Há divergências sobre o quanto a Ucrânia deve para a Rússia pelo gás comprado no ano passado, de acordo com o correspondente da BBC na capital ucraniana, Kiev, Gabriel Gatehouse.

Pelo menos 25% do gás consumido na União Européia que usa da Rússia, e cerca de 80% da cota é bombeada por um gasoduto que passa por território ucraniano.

A UE evitou até agora tomar partido na disputa, limitando-se a pedir o reinício do fornecimento em caráter de urgência, afirmou Gatehouse. 'Refém' Barroso acusou Moscou e Kiev de fazerem do fornecimento de gás um "refém" e apelou pela retomada do serviço imediatamente. Dados de 2006 do Conselho Europeu de Relações Exteriores indicam que Letônia, Eslováquia, Finlândia e Estônia compram todo o gás que usam dos russos; Bulgária, Lituânia e República Tcheca compram mais de 80% de seu gás dos russos e Grécia, Áustria e Hungria adquirem 60%.

Na quarta-feira, os sistemas de aquecimento em algumas partes da Europa central foram fechados, em um momento em que as temperaturas no inverno, em vários países, chegaram a 10ºC negativos ou menos.

Entre os países que disseram ter tido todo o fornecimento via Ucrânia interrompido estão Romênia, República Tcheca, Eslováquia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Grécia, Hungria, Macedônia, Sérvia e Áustria.

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