Rússia assina acordo da UE sobre gás

Autoridades russas e da União Européia assinaram neste sábado um acordo que poderá abrir caminho para a retomada do envio de gás russo para a Europa através de gasodutos localizados na Ucrânia.

O acordo, assinado pelo premiê russo Vladimir Putin e pelo primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, estabelece como será monitorado o fluxo de gás russo para a Europa, que passa pela Ucrânia.

Dezenas de milhares de casas estão sem aquecimento na Europa desde que a Rússia suspendeu o envio de gás via Ucrânia na quarta-feira.

O premiê checo - atualmente na presidência da União Européia - seguiu neste sábado para a Ucrânia, para que as autoridades assinem o acordo. A Rússia só retomará o envio de gás depois desta assinatura.

Acalmando a Rússia O acordo foi fechado depois de cinco horas de negociações entre o vice-primeiro ministro russo Igor Sechin e representantes da União Européia.

"Vamos assiná-lo e seguiremos imediatamente para Kiev para pedir o mesmo do lado ucraniano. E assim, encerraremos a crise", disse Topolanek.

De acordo com o gabinete da primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, ela deve se reunir com Topolanek em Kiev às 20h30, hora local (16h30 em Brasília).

Segundo o acordo, observadores europeus, russos e ucranianos vão monitorar o suprimento, em uma tentativa de acalmar o medo russo de que a Ucrânia estaria "roubando" gás para uso próprio. A Ucrânia nega as alegações.

Segundo a agência de notícias russa Interfax, Putin teria dito que o "trânsito de gás pela Ucrânia vai ser retomado assim que o mecanismo de controle (do trânsito) começar a funcionar".

Monitores europeus já estão em Kiev e devem ser enviados para algumas estações chave de medição do gás nas fronteiras leste e oeste da Ucrânia na manhã de domingo, segundo disse à BBC um porta-voz da Naftogaz, a companhia estatal de energia ucraniana.

Mesmo se o acordo for assinado pela Ucrânia, é pouco provável que os países afetados comecem a receber gás antes de segunda-feira.

Disputa A disputa entre a Rússia e a Ucrânia pelo preço do gás e taxas de trânsito afetou vários países.

Apesar de os dois países terem garantido que o trânsito do suprimento para a Europa não seria afetado, ele foi suspenso em meio a acusações mútuas entre Rússia e Ucrânia.

Mais de 15 países na Europa central foram afetados pelo corte do suprimento russo. A UE recebe um quarto de seus suprimentos de gás da Rússia, e 80% deste suprimento chega via Ucrânia.

A Sérvia e a Bósnia-Herzegovina estão entre os países mais afetados, já que muitas casas da região dependem de aquecedores que só funcionam a gás.

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