Hillary propõe retomar 'parceria' com América Latina

A senadora indicada ao cargo de secretária de Estado americana, Hillary Clinton, propôs retomar uma política de "vigoroso envolvimento e mesmo de parceria com a América Latina" ao assumir a nova função.

Hillary fez o comentário durante uma sabatina no Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, que ainda deve confirmar o nome da senadora como chefe da política externa do governo do presidente eleito Barack Obama, que assume o cargo no próximo dia 20.

Durante a sabatina Hillary afirmou que os americanos compartilham interesses políticos, econômicos e estratégicos com os "amigos ao sul" e muitos também compartilham "laços ancestrais e culturais'' com os países da região.

A senadora disse ainda que há uma série de temas com os quais os Estados Unidos pretendem atuar conjuntamente com os países da região durante a Cúpula das Américas, que será realizada em abril em Trinidad e Tobago.

Entre eles, Hillary citou especificamente "o pedido do presidente (Obama) por uma nova parceria na área de energia em torno do compartilhamento de tecnologias e novos investimentos em energias renováveis".

México A senadora citou o encontro da última terça-feira entre o presidente eleito americano e o seu colega mexicano, Felipe Calderón, como exemplo do relacionamento que busca para a região, de uma "parceria mais profunda". No caso específico do México, Hillary acrescentou que essa parceria é vital para que os americanos possam coibir os desafios representados pelas atividades de quadrilhas de narcotraficantes mexicanos e assegurar a segurança nas fronteiras dos Estados Unidos.

Apesar dos "afagos" destinados aos países latino-americanos, os países da região estiveram longe de ser o principal tema da senadora durante a audiência. Boa parte de seus comentários introdutórios e de suas respostas às perguntas dos senadores estiveram ligados a temas relativos à segurança dos Estados Unidos e sobre possíveis novos caminhos que o futuro governo de Obama pretende oferecer em temas de política externa.

Estilos Hillary procurou contrapor o estilo de Obama com o suposto isolacionismo assumido pelo governo do presidente George W. Bush.

"Temos que construir um mundo com mais parceiros e menos adversários", afirmou. "Os Estados Unidos não podem resolver seus problemas sozinhos, e o mundo não pode resolver os seus sem os Estados Unidos." Assim como havia feito durante a disputa democrata para obter a indicação presidencial, quando travou uma acirrada disputa com Obama, Hillary voltou a dizer que nenhuma opção deve ser descartada ao lidar com as ambições nucleares do Irã, mas acrescentou que é preciso estabelecer "um posicionamento novo, diferente" em relação ao adversário.

A senadora, que se firmou como uma forte defensora de Israel durante os oito anos de sua gestão, disse que os israelenses mereciam estar livres dos bombardeios causados por foguetes do Hamas, mas acrescentou que se sente comovida pelo sofrimento imposto tanto a palestinos como a moradores de Israel.

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