ONU pede cessar-fogo unilateral de Israel em Gaza

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu, nesta sexta-feira, que Israel declare um cessar-fogo unilateral na Faixa de Gaza.

Ban fez o apelo logo após se reunir com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Salam Fayyad, em Ramallah, na Cisjordânia, e também depois de notícias de que negociações no Cairo estariam emperradas.

Horas antes, o porta-voz do governo de Israel, Mark Regev, disse à BBC que espera que o conflito na Faixa de Gaza esteja entrando em seu "ato final".

"Os esforços diplomáticos estão a toda força... nós queremos que tudo isso acabe assim que possível", afirmou Regev.

Ele voltou a insistir, no entanto, que Israel precisa ter certeza de que o grupo palestino Hamas não vai voltar a disparar foguetes após um cessar-fogo.

"No minuto em que estivermos certos de que a solução não será apenas um 'band-aid', que haverá uma paz sustentável, vamos fazer a nossa parte", disse.

Dia da Ira Ainda nesta sexta-feira, o principal negociador israelense, Amos Gilad, volta a se reunir com mediadores egípcios no Cairo, e a ministra do Exterior, Tzipi Livni, se encontra com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em Washington.

Enquanto isso, um dos principais líderes do Hamas, Khaled Meshaal, participa de um encontro da Liga Árabe em Doha, no Catar.

Há informações de que o Hamas estaria oferecendo uma trégua de um ano se Israel se retirar da Faixa de Gaza e suspender o bloqueio ao território.

Durante a noite, aviões israelenses realizaram 40 ataques na Faixa de Gaza.

O Exército de Israel também fechou todos os acessos à Cisjordânia até às 24h de sábado (hora local, 20h em Brasília), depois que membros do Hamas fizeram um apelo para que todos os palestinos aderissem ao que chamou de "Dia da Ira".

O grupo pediu que a população realizasse protestos anti-Israel em suas rezas desta sexta-feira.

Fontes dos serviços de saúde palestinos dizem que pelo menos 1.105 pessoas morreram e 5,1 mil ficaram feridas desde o início da ofensiva, em 27 de dezembro.

Do lado israelense, 13 pessoas morreram, sendo apenas três delas civis, segundo o Exército do país.

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