Hamas anuncia cessar-fogo de uma semana na Faixa de Gaza

O grupo palestino Hamas anunciou neste domingo um cessar-fogo de uma semana na Faixa de Gaza.

O grupo disse que suspenderá o lançamento de foguetes e deu a Israel sete dias para retirar suas tropas do território palestino.

O vice-líder do Hamas na Síria, Abou Marzouk, disse que a trégua é em nome de "todas as facções de resistência palestinas".

"Nós anunciamos um cessar-fogo de nossas facções na Faixa de Gaza e enfatizamos que nossa exigência é a retirada das forças inimigas do território em uma semana, juntamente à reabertura de todas as fronteiras para facilitar o envio de ajuda humanitária, comida e todas as necessidades para o nosso povo". O grupo enfatizou que a trégua será temporária a menos que Israel atenda essas exigências.

Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, não deu uma resposta direta ao discurso do líder do Hamas.

Palmor disse à BBC que as tropas serão retiradas no "momento certo" e se o Hamas "interromper de vez os ataques com foguetes".

A correspondente da BBC na fronteira de Israel com Gaza, Bethany Bell, disse que helicópteros israelenses estão sobrevoando a região e que as tropas estão em alerta máximo.

Segundo Bell, muitas pessoas esperam que o cessar-fogo dure, mas ninguém ficará surpreso se os combates recomeçarem.

Trégua em Israel O anúncio do Hamas foi feito horas depois de o governo israelense declarar trégua unilateral em Gaza. O líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, fará um anúncio "importante" na tarde deste domingo a respeito do cessar-fogo israelense.

A trégua entrou em vigor nas primeiras horas desta manhã mas foi rompida horas depois, quando tropas israelenses retaliaram ataques com foguetes de Hamas. Segundo fontes israelenses, 18 foguetes palestinos atingiram o território de Israel neste domingo provocando retaliação. Um deles atingiu uma casa em Ashod ferindo duas pessoas levemente.

Segundo relatos, forças israelenses teriam matado um palestino esta manhã em Khan Younis, ao sul de Gaza. Se confirmada, esta será a primeira morte desde que o cessar-fogo começou. Pouco após a retaliação desta manhã, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que o cessar-fogo unilateral declarado no sábado era "frágil" e que estava sendo reavaliado "minuto a minuto". Médicos em Gaza dizem que pelo menos 50 corpos foram retirados de escombros de prédios e casas destruídos durante três semanas de ofensiva israelense. Fontes dos serviços de saúde palestinos dizem que pelo menos 1.300 pessoas morreram e 5,1 mil ficaram feridas desde o início dos confrontos, em 27 de dezembro. Do lado israelense, 13 pessoas morreram, sendo três delas civis, segundo o Exército do país.

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